A campanha do senador Flávio Bolsonaro está usando uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para minimizar a repercussão negativa causada pela polêmica envolvendo Nossa Senhora Aparecida.
O grupo do candidato adotou essa estratégia na reta final do primeiro turno, acreditando que a fala do presidente poderia desviar a atenção da discussão eleitoral. A declaração feita por Lula, na cidade de Belém, destacou a resistência dos homens em fazer exames preventivos, em comparação às mulheres, que têm uma rotina de exames ginecológicos desde jovens.
Aliados do senador passaram a compartilhar essa fala nas redes sociais para defender Flávio. Figura como exemplo o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, que classificou a declaração de Lula como um desrespeito às mulheres.
Flávio Bolsonaro também se manifestou por meio de vídeo, rejeitando as palavras do presidente, e afirmando que suas filhas não estão acostumadas a esse tipo de exame desde crianças, considerou a fala preconceituosa e declarou que Lula não tem condições de continuar no cargo.
A campanha de Lula refutou as alegações, afirmando que ele se referia apenas à prevenção do câncer de próstata e acusou a oposição de distorcer suas palavras. Além disso, acionaram o Tribunal Superior Eleitoral para retirar publicações que, segundo eles, alteraram o significado da declaração.
Em comício na Bahia, Lula pediu que sua esposa, Rosângela Lula da Silva, comentasse o episódio, que respondeu com críticas ao deputado Nikolas Ferreira, um dos opositores.
A controvérsia teve início após publicar nas redes sociais uma falsa associação de Flávio Bolsonaro a um suposto plano contra Nossa Senhora Aparecida, fato que o senador negou, classificando como fake news.
