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Economia

Flávio não pretende privatizar Petrobras, mas pode vender parte dos ativos

A campanha do candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou que não há planos para privatizar a Petrobras em um possível governo. No entanto, o mercado financeiro espera que o processo de venda de algumas partes da empresa seja retomado, como ocorreu durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A Petrobras não foi mencionada nas propostas entregues pelo candidato ao Tribunal Superior Eleitoral, e a equipe econômica da campanha não comenta esse assunto. A assessoria de imprensa também não respondeu aos pedidos de entrevista sobre o tema.

A última declaração pública sobre a companhia foi feita por Adolfo Sachsida, que foi ministro de Minas e Energia durante o governo Bolsonaro e atualmente é um dos principais conselheiros econômicos de Flávio Bolsonaro. Em vídeo, ele ressaltou que empresas estatais como Banco do Brasil, Caixa Econômica e Petrobras não serão privatizadas.

Adriano Pires, coordenador da campanha para a área energética e possível nome para liderar a Petrobras ou o Ministério de Minas e Energia caso Flávio seja eleito, já mencionou que poderia ser discutida a capitalização da estatal, semelhante ao que foi feito com a Eletrobras. Esse processo reduziria a participação do governo, sem uma privatização completa, deixando o controle da empresa mais diluído.

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Pires é conhecido por ser a favor da privatização da Petrobras, mas atualmente o tema não está no plano de governo, e qualquer decisão caberá ao Congresso Nacional.

O plano de governo não detalha como será a política de preços dos combustíveis, apenas promete redução de impostos sem especificar maiores detalhes. Durante o governo anterior, houve grande pressão para segurar os preços dos combustíveis, o que resultou em valores abaixo do mercado internacional, apesar de a Petrobras garantir lucros com o petróleo em alta.

O cenário atual permanece incerto, pois a estratégia em caso de um eventual governo Flávio Bolsonaro ainda não está clara. No governo passado, a Petrobras vendeu ativos considerados menos estratégicos, como campos de petróleo menores, gasodutos, e saiu totalmente do setor de distribuição de combustíveis.

Além disso, oito refinarias foram colocadas à venda com a intenção de concentrar a operação da empresa nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, mas apenas quatro refinarias foram vendidas até agora.

No plano de governo, Flávio propõe incentivar a modernização das refinarias para aproveitar melhor o petróleo nacional, porém não deixa claro se isso será função da Petrobras ou de empresas privadas. Também menciona a ideia de fortalecer a produção nacional de fertilizantes para diminuir a dependência do exterior e proteger o agronegócio e a segurança alimentar, sem explicar como os recursos para isso serão obtidos.

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