Flávio Bolsonaro (PL), que perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições recentes, anunciou que irá comandar a oposição brasileira diretamente dos Estados Unidos, para onde se mudou. A declaração foi feita em uma carta divulgada na quarta-feira (28/10).
No texto, o senador se declarou o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e falou diretamente aos seus apoiadores políticos. Ele mencionou os senadores, deputados e governadores que ajudou a eleger, especialmente seu candidato ao comando do Senado, Rogério Marinho, e afirmou que liderará a oposição de fora do país porque acredita que eles não têm liberdade suficiente para agir dentro do Brasil.
Flávio também alegou fraude eleitoral, sem apresentar provas, dizendo que a derrota por 4,4 milhões de votos não foi legítima. Ele declarou que não abandonará seus 60 milhões de eleitores, apesar de ter deixado o Brasil dois dias após o segundo turno das eleições.
O senador viajou para os Estados Unidos acompanhado da esposa e das duas filhas. Eles saíram do Brasil pela fronteira com a Argentina, fizeram uma escala em Guayaquil, no Equador, e chegaram a Miami na manhã de quarta-feira.
Flávio Bolsonaro saiu do país depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) ordenou a apreensão de seus passaportes e proibiu que ele saísse do Brasil. A decisão foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, após um pedido da Polícia Federal, que considerou que havia risco de fuga do senador.
Atualmente, o senador é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse.


