Flávio Bolsonaro, senador e candidato derrotado à Presidência pelo PL-RJ, chegou aos Estados Unidos na terça-feira (27), acompanhado da esposa e das filhas. A viagem aconteceu depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou a entrega dos seus documentos de viagem e proibiu sua saída do Brasil. Autoridades americanas confirmaram a chegada do parlamentar no país.
No mesmo dia, a Polícia Federal informou que Flávio não cumpriu a ordem judicial e não entregou os passaportes dentro do prazo que terminou às 11h. Como resultado, seus passaportes comum e diplomático foram cancelados pela PF. Essa medida está ligada a uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A saída inesperada surpreendeu defensores e aliados políticos. Segundo relatos, Flávio tinha combinado entregar os documentos aos advogados na manhã de terça, mas não atendeu às tentativas de contato. Um dia antes, o senador declarou publicamente que não pensava em deixar o país e que cumpriria a ordem de entrega dos passaportes.
Aliados haviam aconselhado Flávio a permanecer no Brasil durante uma reunião no dia 26, devido ao receio de uma possível prisão. A viagem também lembra uma ação semelhante feita por seu pai, Jair Bolsonaro, que deixou o Brasil rumo aos EUA no final de 2022, após perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
A ida aos Estados Unidos ocorre dois dias após a derrota de Flávio no segundo turno presidencial e meses antes do término do seu mandato no Senado, que vai até fevereiro de 2027. A partir dessa data, ele ficará sem mandato eletivo pela primeira vez em 24 anos. Enquanto isso, o não cumprimento da ordem para entregar os passaportes gera novos desdobramentos judiciais para o senador após o fim da disputa presidencial.


