Flávio Bolsonaro, senador brasileiro, está atualmente em situação migratória regular nos Estados Unidos. Ele chegou ao país após deixar o Brasil e está com autorização válida concedida pelo governo do ex-presidente Donald Trump. Embora seu passaporte brasileiro tenha sido cancelado, Flávio utilizou um passaporte italiano para entrar no território americano, chegando nesta quarta-feira (28/10).
Em uma operação discreta, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil após desobedecer uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) que exigia a entrega dos seus passaportes à Polícia Federal. Em sua rota, ele passou pela Argentina, fez uma escala no Equador e então seguiu para os Estados Unidos.
Com o status de turista, Flávio pode permanecer nos Estados Unidos por até 90 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 90 dias. Apesar do cancelamento do passaporte brasileiro, o visto emitido nos EUA continua válido. Não há nenhum mandado de prisão contra ele, o que significa que, para as autoridades americanas, ele é apenas um turista brasileiro chegando em Miami.
Além de Flávio Bolsonaro, sua esposa Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro e suas duas filhas adolescentes, Carolina e Luiza, também desembarcaram nos Estados Unidos. Fernanda entrou com passaporte brasileiro.
O presidente Donald Trump tinha anunciado que autorizaria a entrada do ex-candidato à Presidência na jurisdição americana. Atualmente, Flávio planeja solicitar asilo político, alegando sofrer perseguição, ameaças e violações de direitos no Brasil.
Flávio Bolsonaro está sob investigação na Justiça brasileira por dois casos principais: lavagem de dinheiro ao lado do advogado Willer Tomaz, com envolvimento em plataformas de apostas; e corrupção relacionada ao financiamento do filme “Dark Horse”, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, seu pai.
A decisão do STF envolveu um processo relacionado a esses casos, proibindo Flávio de deixar o país e de manter contato com o advogado Willer Tomaz. Dados encontrados em nuvem vinculados ao advogado indicam que Flávio Bolsonaro era o “usuário master” de uma conta associada ao advogado.


