Em uma carta divulgada nesta quarta-feira (28/10), Flávio Bolsonaro (PL) declarou que o Supremo Tribunal Federal (STF) está sob controle de um grupo ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Após ser derrotado no segundo turno das eleições, Flávio mudou-se para os Estados Unidos.
Ele afirmou que não tinha intenção de deixar o Brasil, mas que entende o que está acontecendo como um típico golpe de Estado. Segundo ele, a perseguição política que começou com seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, se espalhou para muitos brasileiros e até para cidadãos americanos. O objetivo dessa perseguição seria calar qualquer pessoa que não concorde com o atual regime, que Flávio chamou de um governo com o STF controlado por um grupo do PT.
Flávio garantiu que não há mandado de prisão contra ele e que está sendo vítima de uma “caça às bruxas” política, que tenta usá-lo como refém para proteger juízes do STF em processos de impeachment. Ele afirmou que, para liderar como o povo merece, precisou sair pelo Brasil e resistir a um sistema judicial que considera controlado e injusto.
Na carta, ele detalhou o que considera perseguição: apreensão de passaporte, uso de tornozeleira eletrônica, censura, prisão domiciliar, julgamentos injustos e condenação política. Ele disse que não quer que sua família passe por isso e que o Brasil não merece tal situação.
Flávio Bolsonaro disse que trouxe sua família para os Estados Unidos, onde eles estão seguros, agradecendo ao ex-presidente Donald Trump e ao governo americano pelo acolhimento e pela segurança jurídica, que, segundo ele, já não existem mais no Brasil.
O senador também criticou uma decisão do STF que permitiu o voto válido após o horário oficial nas eleições. Flávio afirmou que essa decisão ultrapassou a autoridade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que o número de votos após o horário não foi suficiente para mudar o resultado da eleição, onde Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito no segundo turno com 51,79% dos votos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.
O resultado foi aceito pela oposição, pelo Partido Liberal (PL), pelo candidato a vice de Flávio, deputado Alfredo Gaspar, pelo TSE e por representantes internacionais.


