Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) contra perfis nas redes sociais que espalharam um boato dizendo que ele pretendia retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
Na sexta-feira (25/9), a equipe jurídica de Flávio Bolsonaro protocolou uma notícia-crime e pediu uma investigação para identificar os responsáveis pela divulgação dessa falsa informação. Foram identificados ao menos 29 perfis ligados à disseminação do boato, que, segundo a defesa, faziam parte de uma ação coordenada para prejudicar o candidato nas eleições.
O documento aponta que uma das primeiras publicações teria saído de uma conta na rede social X e depois foi replicada por outros perfis, inclusive por parlamentares e páginas políticas. A defesa pediu que a investigação identifique a origem das publicações, os responsáveis pelas contas e a possível coordenação entre elas, além de solicitar a abertura de inquérito criminal por crime eleitoral.
O boato surgiu na noite de quinta-feira (24/9) e afirmava que Flávio Bolsonaro, caso fosse eleito presidente, retiraria o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. O candidato negou a informação e, em vídeo nas redes sociais, disse que não existe projeto com esse objetivo e destacou o respeito às diferentes crenças religiosas.
“Que eu iria tirar a padroeira do Brasil. Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto”, afirmou.
A confusão se intensificou após uma discussão sobre o tema ser exibida na GloboNews, que depois corrigiu a informação e pediu desculpas pelo erro.
Parte da confusão vem de um projeto de 2007, apresentado pelo deputado federal Professor Victório Galli, que tratava da denominação de Nossa Senhora Aparecida como padroeira, mas foi arquivado em 2008 pela Câmara dos Deputados. Esse projeto não tem ligação com Flávio Bolsonaro.
O boato também esteve associado a uma declaração anterior do candidato, em que ele disse que, se eleito presidente, um de seus primeiros atos seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. Essa fala foi relacionada nas redes sociais à questão do título de Nossa Senhora Aparecida.
A notícia-crime será agora analisada pela Justiça Eleitoral, que avaliará os fatos e a possível responsabilidade dos perfis envolvidos.
