Durante a Semana Santa, o consumo de peixes no Distrito Federal aumenta muito por causa da tradição religiosa de não comer carne vermelha nesse período. Para garantir que o peixe vendido seja seguro para o consumo, a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF (Seagri-DF) intensifica as inspeções em fábricas e locais onde os peixes são vendidos.
O Distrito Federal tem 12 lugares registrados no Serviço de Inspeção Distrital (SID) que cuidam do processamento dos pescados. Rafael Bueno, secretário da Seagri-DF, explica que as verificações são mais rigorosas nessa época do ano, principalmente porque muitos pescados vêm de outros estados. Peixes de fora precisam ter o selo do Sisbi-SIF, e os produzidos no DF devem ter o selo do Dipova, segundo o secretário.
As fiscalizações verificam a forma como o peixe é guardado, a limpeza dos locais e o cumprimento das boas práticas de produção. Também são feitas operações nas entradas do Distrito Federal para impedir a venda irregular de pescado em feiras e rodovias. A orientação é que as pessoas comprem peixes somente de locais fiscalizados pela Secretaria ou pela Vigilância Sanitária, identificados com selos que mostram que seguem as normas de segurança alimentar.
Os produtores e vendedores também se organizam para o aumento das vendas. Guilherme Pereira, piscicultor em Ponte Alta do Gama, cria tilápia há 12 anos e contrata mais funcionários na Quaresma para atender a demanda, planejando com antecedência para garantir peixe suficiente. Na Feira do Guará, o vendedor Rafael Soares conta que os peixes já são preparados para agilizar a venda. No DF, as espécies mais comuns são de água doce, como tambaqui, tilápia e pintado, enquanto os peixes de água salgada chegam principalmente do Nordeste.

