O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, declarou em entrevista ao Metrópoles nesta sexta-feira (25/9) que o término das apostas esportivas, conhecidas como bets, pode gerar um prejuízo de aproximadamente R$ 400 milhões nas receitas do clube no próximo ano.
Segundo Bap, o Flamengo firmou compromissos de longo prazo com empresas do setor, e o encerramento das operações dessas plataformas no país trará sérias consequências financeiras para o clube.
“Eu posso afirmar que o Flamengo é um clube responsável, que assumiu compromissos duradouros com empresas de apostas. Em relação ao Flamengo, o impacto no próximo ano, além da perda de patrocínio, será da ordem de 400 milhões de reais em receitas do clube.”
Essa declaração veio dois dias após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, anunciar sua intenção de acabar com as apostas esportivas no Brasil. Em um evento de campanha no Rio de Janeiro, o presidente afirmou que os clubes deverão buscar outras formas de financiamento e associou as apostas a crimes como lavagem de dinheiro e ao endividamento de jogadores e apostadores.
“Essa não é uma guerra, é uma decisão: nós vamos acabar com as apostas. Os times terão que aprender a viver sem lavagem de dinheiro”, afirmou Lula durante o ato “Cultura com Lula”, realizado na Fundição Progresso, na Lapa.
Após a declaração de Lula, 15 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro assinaram um manifesto contra a proibição das plataformas de apostas, alertando que a medida poderia significar o fim do futebol brasileiro. Os clubes defendem a manutenção do mercado regulamentado, argumentando que mudanças no modelo atual impactariam negativamente receitas e contratos de patrocínio.
Luiz Inácio Lula da Silva também destacou que assinaria uma medida provisória para endurecer as regras de funcionamento das casas de apostas online. O governo planeja ainda adotar outras medidas para aumentar a fiscalização e aplicar punições mais rigorosas relacionadas às apostas.
Com a mudança, projetos de lei serão encaminhados ao Congresso, visando ampliar as penalidades e criar novos tipos de crime para quem promover jogos ilegais no país.

