A cripta imperial, onde estão os restos mortais de figuras importantes do Brasil Imperial, foi reaberta no Parque da Independência, em São Paulo. Muitas pessoas formaram fila para visitar o local que estava fechado para reformas nos últimos quatro anos.
A cripta guarda os restos do imperador Dom Pedro 1º e de suas duas esposas, a imperatriz Maria Leopoldina e a imperatriz Dona Amélia.
O orientador Rodrigo Machado, estudante de História, comentou que a reforma era necessária. Ele ressaltou que a instalação de vidros nas escadas melhorou a segurança, evitando o uso do local para consumo de drogas.
A costureira Tânia Santana, que frequenta diariamente o parque, estava animada com a reabertura, esperando que isso atraia mais visitantes.
As obras custaram R$ 5,3 milhões e incluíram melhorias estruturais e o restauro do acervo do Museu da Cidade de São Paulo. Foram instalados novos banheiros, sistema de ar-condicionado e recursos de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida.
Especialistas restauraram o bronze dos sarcófagos e cuidaram do teto com mármore amarelo. A área externa também foi limpa e reparos foram feitos na Casa do Grito. Próximo ao monumento, foi construída uma taipa de mão associada ao 7 de Setembro, remetendo à imagem do quadro “Independência ou Morte”.
No túmulo de Dom Pedro 1º, foi mantida a inscrição: “Pedro 1º, fundador do Império constitucional e defensor perpétuo do Brasil.”
Os corpos do imperador e das imperatrizes foram trazidos em momentos diferentes: Maria Leopoldina foi transferida durante as celebrações do quarto centenário de São Paulo; o imperador chegou em 1972, no aniversário de 150 anos da Independência, após viagem pelo Brasil; e Dona Amélia chegou em 1982 vinda de Lisboa.
A cripta reabre ao público de terça a domingo, das 9h às 17h, com a exposição inaugural “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”, organizada pela historiadora Marly Rodrigues. A mostra apresenta painéis que explicam a criação do monumento e seu valor histórico como símbolo cívico.
O arquiteto e escritor Paulo Rezzutti destacou a importância do espaço, que agora estará aberto para as pessoas interessadas na história do Brasil.
