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quinta-feira, 19/03/2026




FGV promove debate sobre o fim da fome no Brasil

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Em Brasília

A Fundação Getulio Vargas (FGV) realizará nos dias 19 e 20 de março de 2026, no Rio de Janeiro, o seminário intitulado ‘Como o Brasil saiu do Mapa da Fome?’. O encontro, organizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), reunirá pesquisadores, gestores públicos e representantes da sociedade para discutir como foram reconstruídas as políticas de segurança alimentar e nutricional no país.

As inscrições para o evento estão abertas no site da FGV. O seminário analisará a retomada do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), a recuperação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) e a aplicação do Plano Brasil Sem Fome. A programação inclui painéis que discutem governança, acesso a alimentos saudáveis, geração de renda, combate à pobreza, saúde e assistência social.

No primeiro dia, 19 de março, será apresentado um painel inicial sobre o progresso na luta contra a insegurança alimentar, com a participação da Valéria Burity, secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome. Outros debates abordarão a gestão do Sisan e Consea, políticas de incentivo à agricultura familiar, programas sociais como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Cisternas, e a articulação entre políticas sociais e econômicas para reduzir a pobreza.

No segundo dia, 20 de março, os painéis focarão na integração entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), destacando projetos como a Triagem para Risco de Insegurança Alimentar (Tria) e o Cadastro Único. Também será lançado o Relatório do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O seminário terminará com uma coletiva de imprensa às 11h, no auditório da FGV, na Praia de Botafogo, com a participação do ministro Wellington Dias e da secretária Valéria Burity. Na ocasião, serão apresentados os avanços nas políticas de segurança alimentar e no combate à pobreza. Dados da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), do IBGE, apontam que a insegurança alimentar grave caiu para 3,2% em dois anos de governo.

Em 2024, a fome em lares chefiados por mulheres caiu para 3,6%, atingindo o menor nível da história, com uma queda de 21,7% em comparação a 2023. Nos lares chefiados por homens, a redução foi de 20%, para 2,8%. Os maiores avanços foram observados entre mulheres negras, com uma queda de 23,3%, de 6% para 4,6%.

O mercado de trabalho também contribuiu para esses resultados, com o desemprego entre mulheres diminuindo de 11,8% em 2022 para 8,1% em 2024 e 6,9% em 2025. O rendimento médio real das mulheres cresceu 9,4% entre 2023 e 2025, alcançando R$ 3.113, o maior valor registrado.

Programas sociais como o Bolsa Família beneficiam principalmente mulheres, que correspondem a 58,7% dos beneficiários e lideram 84,4% das 18,7 milhões de famílias atendidas. O programa atende 8,5 milhões de crianças até seis anos com o Benefício Primeira Infância e oferece benefícios para gestantes e nutrizes.

No programa Gás do Povo, 94% das cerca de cinco milhões de famílias beneficiadas são chefiadas por mulheres. Além disso, 3,2 milhões de mulheres recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) fornece refeições para 40 milhões de estudantes da rede pública, ajudando a reduzir despesas familiares e contribuindo para a diminuição da fome.

Os dados indicam que a insegurança alimentar grave afeta 3,5% das crianças e adolescentes na escola, contra 10,9% daqueles fora da escola. A estratégia do governo federal une geração de empregos, aumento de renda e fortalecimento da proteção social, permitindo que o Brasil saia do Mapa da Fome pela segunda vez.




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