De acordo com a Sondagem do Mercado de Trabalho realizada em janeiro pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), 78,1% dos trabalhadores se sentem satisfeitos ou muito satisfeitos com seus empregos atuais. Este é o maior índice registrado desde o início da pesquisa em junho de 2025.
Por outro lado, apenas 6,1% dos entrevistados afirmaram estar insatisfeitos ou muito insatisfeitos com seus trabalhos, número que representa a menor taxa da série histórica. A parcela restante, 15,8%, está neutra quanto à satisfação.
Dentre os que manifestaram insatisfação, os principais motivos foram salário baixo, citado por 60,5%, questões relacionadas à saúde mental, mencionadas por 24,8%, e jornadas de trabalho extensas, apontadas por 21,9%.
Rodolpho Tobler, economista do Ibre/FGV, comentou que a melhora constante do mercado de trabalho parece refletir no aumento da satisfação dos trabalhadores. Ele destacou que a baixa taxa de desemprego e o crescimento da renda influenciam positivamente essa percepção.
Além disso, houve uma melhora na porcentagem de trabalhadores que consideram sua renda suficiente para cobrir as despesas básicas, passando de 70,6% em dezembro para 71,8% em janeiro.
Tobler ressaltou que, embora o mercado de trabalho continue aquecido no início de 2026, é esperado um ritmo mais lento da economia, o que pode levar a uma desaceleração na satisfação dos trabalhadores comparada a 2025.
Os dados foram coletados entre 1º de novembro e 31 de janeiro, abrangendo o trimestre encerrado em janeiro.
Informações divulgadas pelo Estadão Conteúdo.
