Brasília, 21 – O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) planeja antecipar a cobrança de até cinco anos de contribuições dos seus associados para reabastecer o caixa após pagar garantias aos investidores do Banco Master, segundo apurou o Broadcast, do Grupo Estado. Além disso, está sendo considerada a criação de uma contribuição extraordinária mensal para aumentar a liquidez do fundo.
Fontes próximas às discussões informam que a decisão será oficialmente tomada após o término dos pagamentos das garantias, mas as análises indicam que essas medidas serão inevitáveis.
Os desembolsos feitos pelo FGC no caso Master chegam a cerca de R$ 47 bilhões, o que representa quase 40% dos recursos disponíveis pelo fundo em junho de 2025, que somavam R$ 121,128 bilhões.
Segundo as regras do FGC, a antecipação da cobrança pode variar entre 12 e 60 contribuições mensais (equivalente a um a cinco anos) quando o patrimônio do fundo precisar de receitas extras para cumprir suas obrigações.
No entanto, ao antecipar as contribuições, o fluxo de caixa do FGC ficará comprometido por um período equivalente sem receber recursos novos. Por isso, o conselho de administração deve também adotar uma contribuição extra, limitada a no máximo metade da alíquota atual das contribuições regulares, conforme o estatuto do fundo.
O FGC já iniciou os pagamentos de cerca de R$ 40,6 bilhões referentes aos depósitos garantidos do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central em novembro.
Na quarta-feira, o Banco Central informou a liquidação do Will Bank, integrante do grupo Master, cujas garantias preliminares somam aproximadamente R$ 6,5 bilhões.
Estadão Conteúdo
