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sábado, 24/01/2026

FGC apoiará bancos em dificuldade com nova regra

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JÚLIA MOURA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) mudou suas regras com aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN) nesta quinta-feira (22). Agora, será mais fácil para bancos saudáveis comprarem instituições financeiras que estão enfrentando problemas, pois o FGC poderá ajudar financeiramente nessas negociações.

Esta novidade pode evitar o fechamento de bancos, como ocorreu com o Banco Master e o Will Bank.

O fundo poderá participar junto com um banco comprador e ajudar a pagar parte das dívidas da instituição em dificuldade, o que diminui o impacto financeiro direto para o FGC.

Assim, o FGC não precisará cobrir sozinho todas as indenizações relacionadas a depósitos a vista e a prazo.

Para que um banco possa comprar outro em dificuldade com o apoio do FGC, algumas regras devem ser seguidas. O conselho de administração do FGC vai definir critérios para selecionar quais bancos podem participar dessas operações, garantindo uma disputa justa entre os interessados.

Além disso, o Banco Central precisa reconhecer oficialmente que o banco em questão está passando por dificuldades financeiras para que ele possa ser colocado à venda.

Essa mudança nas regras era discutida desde setembro de 2025. O Banco Master foi fechado em novembro daquele ano, custando cerca de R$ 40 bilhões ao fundo, e o encerramento do Will Bank na última quarta-feira (21) pode aumentar esse valor em mais R$ 6,3 bilhões.

Em novembro de 2025, o FGC tinha acumulado R$ 125 bilhões para cobrir possíveis problemas com bancos. Após esses eventos, restariam aproximadamente R$ 78 bilhões para coberturas futuras.

A agência de classificação de risco Moody’s relata que o pagamento dos depósitos segurados desses bancos reduzirá consideravelmente os recursos do fundo de garantia, gerando custos para todo o setor bancário, porém administráveis.

A Moody’s estima que haverá um déficit de R$ 55 bilhões em liquidez em relação ao índice mínimo exigido pelo FGC, o que representa 2,3% do total combinado de ativos líquidos de alta qualidade dos cinco maiores bancos em setembro de 2025.

Segundo o FGC, essas mudanças alinham o fundo com padrões internacionais e fazem parte de um processo contínuo de atualização.

O fundo destaca que as alterações contribuirão para a estabilidade e solidez do sistema financeiro nacional, seguindo referências internacionais, sem afetar as recentes liquidações de instituições financeiras.

Para recuperar os recursos disponíveis após o caso do Banco Master, os bancos associados ao FGC poderão antecipar suas contribuições ao fundo. Os pagamentos dos próximos 60 meses devem ser feitos já em 2026, e uma contribuição extra está sendo discutida.

No primeiro semestre de 2025, as contribuições dos bancos associados totalizaram R$ 3,1 bilhões. Com a antecipação desses pagamentos, o fundo pode receber cerca de R$ 30 bilhões.

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