FOLHAPRESS
Um grupo de alunos do Colégio Damas, localizado no Recife, organizou uma festa com o tema “Deu a louca no morro”, que gerou várias críticas após vídeos de divulgação circularem nas redes sociais.
Nestes vídeos, estudantes do ensino médio sugerem fantasias para o evento, o que foi interpretado como uma reprodução de estereótipos sobre pessoas que vivem em áreas periféricas.
A discussão aumentou depois que a jornalista e professora da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), Fabiana Moraes, fez uma publicação comentando que alguns participantes estavam fantasiados como moradores de favelas, encostas e áreas pobres.
Fabiana Moraes questionou: “Como pode um grupo de educadores não perceber o problema do racismo recreativo? A escola não sabia disso? Em um lugar com maioria branca, por que imitar o dia a dia de lugares com maioria negra?”
A comissão de formatura responsável pela festa respondeu que o evento foi preparado apenas pelos alunos, sem envolvimento da escola, e que os vídeos foram feitos para promover a festa entre os estudantes, algo comum em eventos dessa natureza. Eles afirmam que não tiveram intenção de ofender ou discriminar ninguém.
Os organizadores também demonstraram preocupação com a divulgação das imagens fora de contexto e com a exposição de alunos menores de idade nas redes sociais, pedindo que conteúdos que mostrem os estudantes de forma inadequada não sejam compartilhados e que estão abertos ao diálogo para esclarecimentos.
O Colégio Damas, por sua vez, afirmou que o evento foi organizado de forma particular pelos alunos, sem ligação com a escola, e que a instituição não teve conhecimento prévio da festa. A escola ressaltou que valoriza o respeito e a dignidade humana, repudia qualquer forma de preconceito e acredita na importância de discutir o racismo publicamente, reafirmando seu compromisso com a formação ética, humana e cidadã.
Além disso, o colégio destacou a necessidade de cuidado na divulgação de informações que envolvem menores para evitar exposição indevida.
