A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou recentemente que o Pix é uma ferramenta que promove a concorrência e garante o bom funcionamento do sistema de pagamentos no Brasil. A entidade destacou que o Pix funciona de maneira aberta e sem discriminação, envolvendo bancos, fintechs e instituições nacionais e internacionais.
Segundo a Febraban, o Pix é uma infraestrutura de pagamento pública, não um produto comercial, que incentiva a competição e ajuda na economia do país. O sistema é local, funciona em reais e aceita participantes de todos os tamanhos e origens, desde que atuem no mercado brasileiro.
O Pix passou a ser alvo de uma investigação dos Estados Unidos, que iniciaram um processo para avaliar possíveis práticas comerciais consideradas injustas no Brasil. As críticas dos EUA ao sistema podem estar relacionadas à concorrência do Pix com o Whatsapp Pay e empresas americanas de cartão de crédito, além do uso crescente do Pix como alternativa ao dólar em algumas transações internacionais.
Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, anunciou a investigação que, embora não cite o Pix diretamente, menciona os serviços de pagamento eletrônico do governo, nos quais o Pix está incluído.
A Febraban acredita que a suspensão das críticas se baseia em um entendimento incompleto do funcionamento do Pix. O Banco Central do Brasil, os bancos brasileiros e até bancos americanos que atuam no país colaborarão para esclarecer as dúvidas no processo aberto pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA.
O Pix está disponível para todos que residem no Brasil, sejam brasileiros ou estrangeiros, pessoas físicas ou empresas, exigindo apenas que tenham uma conta em banco, fintech ou instituição de pagamento.
O serviço é gratuito para pessoas físicas, e empresas podem ser cobradas, sem distinção entre nacionais ou estrangeiras.
Atualmente, o Pix conta com 168 milhões de usuários e movimenta cerca de R$ 2,5 trilhões por mês, segundo informações da Agência Brasília.