O FBI prendeu Courtney Williams, uma ex-militar do Exército dos Estados Unidos, por suspeita de vazamento de dados confidenciais. A prisão ocorreu na terça-feira (7/4) na Carolina do Norte. Williams, de 40 anos, é investigada por compartilhar segredos militares com um jornalista.
Segundo as autoridades, as informações divulgadas envolvem dados importantes sobre uma unidade militar especial, que poderiam colocar em risco a segurança dos EUA e de países aliados. A ex-militar é suspeita de violar leis federais e acordos de confidencialidade ao entregar detalhes das operações realizadas em Fort Bragg.
O Departamento de Justiça dos EUA afirmou que Williams pode ter infringido a Lei de Espionagem ao revelar dados sensíveis, o que poderia expor missões militares e colocar em perigo membros das forças armadas.
Williams começou a trabalhar na área de defesa em 2010, atuando como técnica de apoio operacional em uma unidade especial. Ela tinha acesso a informações estratégicas usadas em missões delicadas, porém seu acesso foi suspenso após a investigação ser aberta.
Contato com o jornalista
O governo dos Estados Unidos revelou que Williams manteve contato com um jornalista entre 2022 e 2025, período em que ocorreram mais de 10 horas de ligações e a troca de mais de 180 mensagens. Acredita-se que ela tenha separado ao menos 10 conjuntos de documentos para fornecer ao profissional da imprensa.
Embora o nome do jornalista não tenha sido divulgado, suspeita-se que os documentos vazados tenham relação com reportagens e um livro sobre a Força Delta, escritos por Seth Harp.
Williams compareceu à Justiça federal em Raleigh, Carolina do Norte, em 8 de abril, quando a prisão preventiva foi decretada. Ela deverá participar de audiências no início da próxima semana.
A defesa de Courtney Williams ainda não se pronunciou sobre o caso.

