A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE) anunciou nesta terça-feira, 3, que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer 2,3% em 2026, mantendo o mesmo ritmo registrado em 2025, conforme dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O órgão prevê uma desaceleração gradual após o primeiro trimestre deste ano.
A SPE destacou que a política monetária rigorosa influenciou a atividade econômica em 2025, eliminando a diferença entre o PIB real e o potencial, ou seja, o nível onde não há pressão inflacionária. No ano passado, o PIB avançou 2,3%, com crescimento modesto no último trimestre.
Para 2026, espera-se que o setor agropecuário desacelere, mas essa queda será compensada por um ritmo mais forte na indústria e nos serviços. A demanda interna deverá ser o principal motor do crescimento, mesmo com um menor impacto das exportações.
Espera-se uma diminuição na produção de milho e arroz e menos abates de gado, limitando o avanço do agronegócio, apesar de uma possível nova colheita recorde de soja.
Na indústria, a expectativa é de crescimento significativo, impulsionado pela recuperação da produção extrativa, indústria de transformação e construção, beneficiadas pela flexibilização da política monetária.
Políticas públicas como o Move Brasil, Propag, Reforma Casa Brasil e nova regra para direcionamento da poupança devem ajudar esse crescimento.
A SPE também prevê que o PIB cresça próximo de 1% no primeiro trimestre de 2026, graças a políticas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000.
Após isso, o ritmo de crescimento deve desacelerar gradualmente, com os efeitos dessas políticas diminuindo, compensados em parte pela redução dos custos de crédito.
Estadão Conteúdo.
