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quinta-feira, 02/04/2026

Fazenda não aprova federalização do BRB

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Em Brasília

O ministro Dario Durigan, da Fazenda, informou que a federalização do Banco de Brasília (BRB) não tem autorização do ministério para avançar.

A possibilidade de federalizar o banco surgiu como uma solução para os problemas financeiros causados por negócios com o banco Master. Isso significaria que o BRB seria incorporado por um banco público federal, como o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal.

Dario Durigan declarou em entrevista que essa opção ainda não foi aprovada pela Fazenda.

O valor do prejuízo do BRB com as operações envolvendo o banco Master não foi divulgado, pois o banco ainda não publicou seu balanço financeiro de 2025, o que deixa o tamanho do rombo indefinido. Foi apurado que o BRB comprou R$ 12,2 bilhões em créditos fraudulentos do banco Master.

O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, anunciou que irá solicitar um empréstimo entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões a bancos para tentar equilibrar as finanças da instituição.

Além disso, o BRB já pediu um empréstimo de R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para capitalização.

Outra estratégia para reforçar o caixa do banco é a venda de carteiras de crédito, especialmente aquelas garantidas por títulos do Tesouro Nacional. O Tesouro já autorizou essa operação de forma que a garantia seja mantida mesmo após a venda.

Dario Durigan explicou que a carteira sairia do BRB e passaria para outro banco, com a garantia do Tesouro permanecendo ativa, facilitando a assunção desses créditos por outras instituições, sejam públicas como Caixa e Banco do Brasil, ou privadas.

O ministro frisou que não haverá intervenção ou ajuda direta do governo federal no caso do BRB, e que o governo do Distrito Federal deve resolver a situação. Caso haja risco sistêmico, o Banco Central deverá atuar em conjunto com o governo federal.

Além do BRB, a estatal dos Correios também enfrenta dificuldades e está em processo de reestruturação após prejuízos recentes. Sobre uma possível privatização, Dario Durigan sugeriu que parcerias com empresas privadas podem ser uma alternativa para melhorar a eficiência da empresa, mencionando a possibilidade de joint ventures e a otimização da logística.

Os Correios estão reduzindo cargos e oferecendo um Programa de Demissão Voluntária (PDV), além de adotarem uma nova escala de trabalho de 12 horas seguida por 36 horas de descanso em alguns setores.

Até o final de março, mais de 2 mil funcionários aderiram ao PDV, o que representa 21% da meta de 10 mil desligamentos previstos para 2026. Outros 5 mil desligamentos voluntários são planejados para 2027.

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