21.5 C
Brasília
sábado, 14/02/2026

Fazenda ajusta previsão financeira das estatais para 2026

Brasília
céu limpo
21.5 ° C
21.5 °
21.5 °
78 %
2.1kmh
0 %
sáb
27 °
dom
27 °
seg
27 °
ter
28 °
qua
24 °

Em Brasília

O Ministério da Fazenda publicou, na noite de sexta-feira, 13, uma correção no decreto de programação orçamentária para 2026, ajustando os dados financeiros de algumas estatais federais que haviam sido divulgados um dia antes. Até o momento, não foi informado se os resultados gerais ou de outras empresas também foram modificados.

Veja as alterações:

  • A Emgepron teve seu déficit reduzido de R$ 17,797 bilhões para R$ 3,102 bilhões;
  • A Hemobrás teve o déficit ajustado de R$ 8,591 bilhões para R$ 967 milhões;
  • Os Correios tiveram aumento do déficit, passando de R$ 8,261 bilhões para R$ 9,101 bilhões;
  • A Infraero teve seu déficit diminuído de R$ 4,360 bilhões para R$ 655 milhões;
  • O Serpro saiu de um déficit de R$ 3,564 bilhões para um superávit de R$ 285 milhões;
  • A Autoridade Portuária de Santo (APS) viu o déficit cair de R$ 2,421 bilhões para R$ 570 milhões;
  • A Companhia Docas do Pará teve o déficit reduzido de R$ 2,106 bilhões para R$ 313 milhões;

Além disso, foi incluída a Emgea na lista, com uma projeção de déficit de R$ 649 milhões.

Segundo o decreto original, o governo prevê que, em 2026, as estatais terminarão o ano com um déficit primário de R$ 1,074 bilhão, dentro da meta que limita o déficit a R$ 6,752 bilhões. Essa meta foi apresentada no primeiro decreto orçamentário do ano.

O cumprimento dessa meta só será possível porque despesas de até R$ 10 bilhões relacionadas a empresas estatais com planos de recuperação econômica não são contabilizadas para essa meta.

Essa exceção foi incluída na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) a pedido do governo, principalmente por causa da crise financeira enfrentada pelos Correios.

No ano anterior, os Correios tomaram um empréstimo de R$ 12 bilhões garantido pela União junto a um grupo de bancos, dos quais R$ 10 bilhões foram pagos até o fim de 2025. A previsão é que a empresa termine 2026 com um déficit de R$ 9,101 bilhões, tendo registrado prejuízo superior a R$ 6 bilhões até setembro do ano anterior.

Sem essa exclusão dos R$ 10 bilhões em despesas no plano de recuperação dos Correios, as estatais acumulam um déficit de R$ 11,074 bilhões, o que exigiria que o governo compensasse esse valor via Orçamento Fiscal, limitando o espaço para outros gastos públicos.

Além disso, despesas relacionadas ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que somam R$ 4,234 bilhões, também não entram na conta da meta das estatais.

O governo espera que, de janeiro a abril, o resultado primário das estatais seja positivo em R$ 5,973 bilhões, considerando as despesas não computadas para a meta, e em R$ 8,139 bilhões até agosto.

Estadão Conteúdo

Veja Também