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sábado, 14/02/2026

Fávaro diz que agronegócio pode confiar em mais um mandato de Lula

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Deixando o Ministério da Agricultura, cargo que deve entregar até o começo de abril para voltar ao Senado pelo PSD de Mato Grosso, o ministro Carlos Fávaro acredita que a distância entre o agronegócio e o governo Lula diminuiu nesses três anos de gestão. “Tenho certeza que muitas conexões foram refazidas e teremos menos extremismo nesta eleição. Quem olha com atenção para o governo percebe que essa conexão existe novamente”, falou Fávaro em entrevista exclusiva ao Broadcast Agro, sistema de notícias do Grupo Estado. “A resistência do setor caiu. Nada supera o trabalho”, completou o ministro falando sobre as políticas públicas do atual governo.

Ele acha que isso deve continuar, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja reeleito.

“O agronegócio não precisa ter medo de um quarto mandato do presidente Lula, porque ele estará ao lado do setor”, destacou Fávaro.

O ministro vê essa aproximação entre o setor e o governo como uma das suas missões durante sua gestão.

“Parte da missão era mostrar que o presidente Lula não faria mal ao agronegócio brasileiro e que não seria um governo de dúvidas e perseguição, o que não aconteceu”, apontou Fávaro.

Ele acrescentou: “As políticas públicas do governo Lula foram importantes para a grande transformação da agropecuária no Brasil, com financiamentos para armazéns e biocombustíveis. Mostrou que é um governo ao lado do produtor, que investiu em biocombustíveis, fez Planos Safras maiores e abriu novos mercados.”

Legado e sucessão no ministério

Como legado, ele citou melhorias na estrutura do Ministério da Agricultura, incluindo a modernização com digitalização de estações meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), adoção de certificados sanitários eletrônicos e menos burocracia nos processos.

O ministro espera que quem assumir continue o trabalho já realizado. “O presidente Lula decidiu que as políticas públicas continuarão sem interrupção, apenas mudará o nome de quem as executa. A palavra-chave é continuidade e o sucessor deve comprometer-se a manter as ações em andamento”, explicou.

Fávaro discutiu a sucessão do ministério em reunião com o presidente Lula no dia 12 de setembro.

Ele comentou a aliados que o sucessor será escolhido pelo presidente.

Estadão Conteúdo

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