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Farmacêutica abre mão de lucro com vacina de Oxford contra covid-19

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Vista como uma das mais promissoras por especialistas, vacina de Oxford será testada em 5 mil brasileiros

Vacina: AztraZeneca pretende produzir vacinas já no fim do ano se os testes se mostrarem eficazes (iStock/Getty Images)

Vista como uma das vacinas mais promissoras contra o novo coronavírus por muitos especialistas, a proteção desenvolvida pela Universidade de Oxford e produzida pela farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, que já está na fase 3 de testes, será testada em 5.000 voluntários no Brasil, primeiro país fora do Reino Unido a iniciar esse estágio da pesquisa, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Em audiência pública da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, 1º, Jorge Mazzei, diretor executivo de relações corporativas da AstraZeneca no Brasil, afirmou que o laboratório não lucrará com a distribuição das vacinas. “O intuito nesse momento é conseguir garantir o maior número de vacinas disponível e garantir também uma distribuição homogênea no maior número de países possível”, disse ele em transmissão ao vivo.

Mazzei também disse que, caso a vacina se mostre eficaz em testes preliminares, ela será produzida no Brasil já no fim deste ano. O diretor também afirmou que, por causa do acordo que fez com o governo brasileiro, a matéria-prima para a produção da vacina já estará disponível “assim que sua eficiência for comprovada.”

Segundo a Agência Câmara, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, confirmou que o acordo fechado com a farmacêutica prevê a compra do ingrediente ativo e da transferência de tecnologia, para que o laboratório da Fiocruz Bio-Manguinhos possa produzir a vacina “antes dos estudos finais.” A ideia, segundo Lima, é produzir “com risco” 15,2 milhões de doses em dezembro e outras 15,2 milhões de doses em janeiro. A produção terá um custo estimado de 127 milhões de dólares (ou mais de 650 milhões de reais na cotação em tempo real).

Mais de 200 medicamentos e cerca de 165 vacinas contra o vírus estão sendo desenvolvidas ao redor do mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 18 delas já estão na fase de testes clínicos.

Os projetos mais promissores, no momento, além do de Oxford, são os criados pela Sinovac e pela farmacêutica Moderna. O projeto da universidade britânica é o único que está na fase 3 de testes. A Moderna anunciou em junho a liberação para a terceira etapa, que começará já neste mês. Na tarde desta quarta-feira, 1º, a vacina da farmacêutica Pfizer demonstrou bons resultados em seres humanos em um teste preliminar com 45 pessoas.

Uma pesquisa aponta que as chances de prováveis candidatas para uma vacina dar certo é de 6 a cada 100 e a produção pode levar até 10,7 anos. O doutor em microbiologia e divulgador científico, Atila Iamarino, acredita que as vacinas da Coronavac, a americana Novavax e a de Oxford são, também, as mais promissoras. Iamarino também acredita que, caso as vacinas não deem certo, outras que estão sendo produzidas pelas farmacêuticas Johnson & Johnson e pela MSD podem solucionar o problema.

Apesar disso, as expectativas de uma prevenção ser criada ainda em 2020 são baixas e a maioria das companhias aponta que, se tudo der certo, teremos uma até o ano que vem.

Por aqui, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Distrito Federal vão participar dos testes da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac. Nove mil voluntários serão testados. O acordo entre o Instituto Butantan e o laboratório Sinovac prevê a transferência de tecnologia para a produção da vacina e distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão é que esteja disponível para a população em abril ou maio de 2021.

De acordo com o monitoramento em tempo real da universidade Johns Hopkins, mais de 10 milhões de pessoas estão infectadas pelo vírus no mundo e 511.909 morreram. Os Estados Unidos são o epicentro da doença, com mais de 2,6 milhões de doentes e mais de 127.000 mortes. Em segundo lugar no ranking está o Brasil, com 1.402.041 de infectados e mais de 59.000 óbitos.

Nenhum medicamento ou vacina contra a covid-19 foi aprovado até o momento para uso regular, de modo que todos os tratamentos são considerados experimentais.

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Ciência

Cientistas pesquisam ‘vacina universal’ para vários tipos de coronavírus

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Ainda em fase preliminar, o estudo indicou bons resultados na imunização de macacos

“Vacina universal”: com o possível novo imunizante, os surtos de coronavírus podem estar próximos do fim (Andriy Onufriyenko/Getty Images)

Uma promissora pesquisa feita pela Escola de Medicina da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, podem estar no caminho de obter uma “vacina universal” contra as principais formas variantes do coronavírus, incluindo as que causariam apenas um resfriado.

Sendo assim, o imunizante pode colocar uma pedra sobre o medo e a eminência de um novo surto ou pandemia movido por vírus que causam doenças virais respiratórias, segundo um estudo preliminar publicado na revista Nature.

A pesquisa, até o momento, testou a imunização em macacos, e conseguiu gerar anticorpos múltiplos contra a família do betacoronavírus. Esse gênero do coronavírus é o responsável pelas epidemias da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que surgiu na China, em 2002; de Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), identificada na Índia, em 2013; e pela atual pandemia da covid-19.

O imunizante seria funcional também contra as variantes como a britânica (B.1.1.7), a brasileira (P.1) e a sul-africana (B.1.351). O estudo ainda encontrou resposta imune em macacos para o SARS-Cov-1 (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e à cepa batCoVs.

A pesquisa ainda precisa passar por revisão da comunidade científica sobre as provas apresentadas antes de ser divulgada em seu formato final, além de seguir nas fases de testagem em grupos controlados.

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Ciência

Chuva de meteoros pode ser vista até 28 de maio no céu de Brasília; confira dicas para observar

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A chuva de meteoros Eta Aquáridas poderá ser vista, a olho nu, no céu de Brasília até 28 de maio. O fenômeno, que começou em 19 de abril, atingiu o pico nesta quinta-feira (6), mas continuará visível durante as próximas madrugadas (veja dicas abaixo).

A visibilidade do fenômeno é favorecida no Brasil e nos países da América Latina, devido à posição da constelação de Aquarius em relação aos países do hemisfério Sul. O professor de física e astronomia da Universidade de Brasília (UnB), Paulo Brito, explica que a Eta Aquáridas ocorre anualmente, sempre na mesma época.

A chuva de meteoros é resquício do cometa Halley, que leva 76 anos para dar a volta no Sol e cruza a trajetória da Terra duas vezes por ano. Na primeira, ocorre a Eta Aquáridas e, na segunda, a Oriônidas, que ocorre em outubro, explica.

“Todo ano, o campo gravitacional da Terra atrai esses meteoros e ele aparece como várias ‘estrelas cadentes’. São entre 15 e 20 por hora, não é uma chuva intensa.”

Como observar

Chuva de meteoros Eta Aquáridas, em imagem de arquivo — Foto: Divulgação/Observatório Espacial Heller & Jung

Chuva de meteoros Eta Aquáridas, em imagem de arquivo — Foto: Divulgação/Observatório Espacial Heller & Jung.

Paulo deu dicas de como observar a Eta Aquáridas na capital. De acordo com ele, o fenômeno ficará mais visível a partir das 2h30. “O ideal é que se olhe para leste, acima da lua. Ali, vão ter duas ‘estrelas brilhantes’, que são Júpiter e Saturno. À esquerda desse ponto, estará a chuva de meteoros”, orientou.

O fenômeno pode ser visto a olho nu e até mesmo ser fotografado, mas a câmera precisa ficar apontada para o ponto durante várias horas, já que a chuva não é intensa.

Outra dica do astrônomo é para que as pessoas busquem ambientes sem iluminação. Por exemplo, o centro de Brasília, onde há prédios iluminados, não é um local indicado para a observação.

O tempo também precisa colaborar para a visibilidade. Caso o céu esteja nublado, será mais difícil de ver o fenômeno.

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Ciência

Máscaras de algodão têm eficiência de 20% a 60%, mostra estudo

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Pesquisadores da USP mediram a eficiência de filtração de aproximadamente 300 máscaras faciais. A de algodão é a mais comumente usada pela população

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Ciência

Ar em Marte? Rover da Nasa produz oxigênio pela 1ª vez

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A Nasa conseguiu produzir 5 gramas de oxigênio ao converter dióxido de carbono, o suficiente para um astronauta respirar por 10 minutos

Foto do MOXIE sendo instalado dentro do Perseverance, rover da Nasa (Nasa/Reprodução)

Mais uma vez, o Perseverance faz história em Marte.

Depois do primeiro áudio gravado do planeta vermelho e do voo histórico do seu companheiro e helicóptero-drone, Ingenuity, o rover da Nasa conseguiu converter dióxido de carbono da atmosfera em oxigênio, com seu instrumento experimental chamado de MOXIE.

O MOXIE (Experimento de Utilização de Recursos In-Situ de Oxigênio em Marte, em tradução livre) é um aparelho “do tamanho de uma torradeira”, de acordo com comunicado da agência espacial, e realizou sua missão nesta terça-feira, 20, no 60° dia marciano.

Eventualmente, o MOXIE pode isolar e armazenar oxigênio o suficiente para fornecer energia a foguetes para levantar astronautas da superfície do planeta. Um dia, ele também pode até chegar a fornecer ar respirável para os próprios astronautas e, quem sabe, uma população inteira.

“MOXIE tem mais trabalho a fazer, mas os resultados desta demonstração de tecnologia são promissores à medida que avançamos em direção ao nosso objetivo de um dia ver humanos em Marte”, disse Jim Reuter, administrador associado da Diretoria de Missão de Tecnologia Espacial (STMD) da Nasa. “O oxigênio não é apenas a substância que respiramos. O propelente do foguete depende do oxigênio, e futuros exploradores dependerão da produção do propelente em Marte para fazer a viagem de volta para casa.”

Um foguete deve ter mais oxigênio por peso para conseguir queimar seu combustível. De acordo com cálculos da Nasa, tirar quatro astronautas da superfície de Marte exigiria aproximadamente 7 toneladas métricas de combustível de foguete e 25 toneladas métricas de oxigênio. Em contraste, os astronautas que vivem e trabalham em Marte precisam de muito menos oxigênio para respirar. “Os astronautas que passam um ano na superfície usarão talvez uma tonelada métrica entre eles”, explica Hecht.

“MOXIE tem mais trabalho a fazer, mas os resultados desta demonstração de tecnologia são promissores à medida que avançamos em direção ao nosso objetivo de um dia ver humanos em Marte”, disse Jim Reuter, administrador associado da Diretoria de Missão de Tecnologia Espacial (STMD) da Nasa. “O oxigênio não é apenas a substância que respiramos. O propelente do foguete depende do oxigênio, e futuros exploradores dependerão da produção do propelente em Marte para fazer a viagem de volta para casa.”

Um foguete deve ter mais oxigênio por peso para conseguir queimar seu combustível. De acordo com cálculos da Nasa, tirar quatro astronautas da superfície de Marte exigiria aproximadamente 7 toneladas métricas de combustível de foguete e 25 toneladas métricas de oxigênio. Em contraste, os astronautas que vivem e trabalham em Marte precisam de muito menos oxigênio para respirar. “Os astronautas que passam um ano na superfície usarão talvez uma tonelada métrica entre eles”, explica Hecht.

Enquanto transportar 25 toneladas métricas de oxigênio é uma tarefa extremamente complicada, transportar um conversor de oxigênio (de uma tonelada) é bem mais prático. Para realizar seu trabalho, o MOXIE separa os átomos de oxigênio das moléculas de dióxido de carbono. Seu produto residual, o monóxido de carbono, é lançado na atmosfera. Ao todo, a atmosfera de Marte é 96% dióxido de carbono.

Após deixar o MOXIE aquecendo por 2 horas, o instrumento começou a produzir oxigênio a uma taxa de 6 gramas por hora (para o processo de conversão acontecer, o MOXIE teve que atingir uma temperatura de aproximadamente 800 °C). Algumas reduções foram feitas durante a execução para avaliar o status do aparelho e, depois de uma hora operando, o oxigênio total produzido foi cerca de 5,4 gramas, o que pode deixar um astronauta saudável respirar por cerca de 10 minutos.

O aparelho, projetado para gerar até 10 gramas de oxigênio por hora, continuará realizando testes para descobrir mais sobre o ar em Marte. Sua próxima fase incluirá ser executada em diferentes condições atmosféricas, horas do dia e estações. Na terceira e última fase, Hecht afirma que eles irão “inovar” com novos modos de operação.

MOXIE
Gif feito pela Nasa mostra composição do MOXIE, que, de acordo com a agência, tem tamanho de uma “torradeira” (/)

O que é a missão Perseverance da Nasa?

No dia 18 de fevereiro, o rover Perseverance (“perseverança”, em português) pousou em solo marciano com o objetivo de buscar por sinais de vida no planeta vermelho.

O rover irá analisar a geologia e procurar pistas sobre como era o clima de Marte no passado, abrindo caminho para exploração humana. Ele também irá coletar rochas e sedimentos do local para serem analisados posteriormente na Terra, algo nunca antes feito no planeta.

A espaçonave, que viajou por volta de 468 milhões de quilômetros desde o seu lançamento no dia 30 de julho de 2020, pousou na cratera de Jezero, uma bacia no planeta vermelho, onde os cientistas acreditam que um antigo rio desaguou em um lago e depositou sedimentos. Eles consideram provável que o ambiente tenha preservado sinais de alguma vida que tenha habitado Marte até bilhões de anos atrás.

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Pesquisa publicada na Nature mostra que quem dorme menos tem 30% mais probabilidade de desenvolver demência, mas tema é controverso na área

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quinta-feira, 13 de maio de 2021

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