A família de Rodrigo Castanheira, adolescente de 16 anos que faleceu após ser agredido pelo ex-piloto de corrida Pedro Turra, acionou a Justiça contra uma mulher que mantém um perfil nas redes sociais, acusando-a de injúria, calúnia, difamação e perseguição virtual.
O advogado Albert Halex, que representa a família, informou que a mulher estaria promovendo uma campanha de ataques contra a memória de Rodrigo e a honra dos familiares. Segundo ele, a acusada divulga informações sigilosas do processo criminal e atribui à família uma responsabilidade injusta pela morte do jovem, tentando gerar uma imagem negativa de Rodrigo perante o público.
O processo encontra-se suspenso desde o final de maio para a realização de laudos complementares. Recentemente, a Justiça solicitou o prontuário médico de atendimento do hospital e o pedido foi aceito para esclarecimentos finais.
Albert Halex ainda destacou que a irmã de Rodrigo precisou desinstalar um aplicativo do seu telefone para preservar sua saúde mental, pois vem sofrendo com crises de ansiedade em decorrência dos ataques virtuais.
Segundo a denúncia, a mulher acusada não possui qualquer vínculo com Rodrigo Castanheira, Pedro Turra ou suas famílias, nem teria participado das investigações.
A família registrou queixa-crime no Tribunal de Justiça e apresentou representação no Ministério Público, solicitando a investigação e possível responsabilização da pessoa responsável pelo perfil.
Contexto do caso
Na noite de 22 de janeiro, Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, e Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, se envolveram em uma briga em Vicente Pires, no Distrito Federal, que chegou a ser gravada por testemunhas.
Iniciamente, a confusão teria começado após Turra jogar um chiclete em um amigo de Rodrigo, que reagiu em defesa do colega. Contudo, investigações indicam que a agressão pode ter sido motivada por ciúmes, com Turra armado para atacar a pedido de outro piloto menor de idade.
Durante a briga, o agressor desferiu um soco em Rodrigo, que bateu a cabeça contra a porta de um carro e perdeu os sentidos. O confronto foi interrompido por pessoas presentes no local.
O adolescente foi socorrido e permaneceu 16 dias internado em estado grave na UTI do hospital em Águas Claras. A morte cerebral foi confirmada em 7 de fevereiro.
