O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, decidiu nesta quinta-feira, 5, negar o pedido da defesa de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, para revisar a prisão preventiva e substituir por prisão domiciliar humanitária.
Zettel é acusado de atuar como operador financeiro de Vorcaro em uma investigação sobre fraudes no Banco Master. Ele está preso desde 4 de março deste ano.
Fachin justificou que os motivos para a prisão preventiva continuam válidos e que não há razão para modificar a situação de Zettel. O ministro também ressaltou que a prisão é necessária para não atrapalhar as investigações em andamento.
O presidente do STF destacou a participação de Zettel como operador financeiro e coordenador do grupo chamado “A turma”, uma espécie de milícia privada que agia contra inimigos de Vorcaro, como motivo importante para manter a prisão.
De acordo com Fachin, as investigações indicam que Zettel foi intermediador de pagamentos ligados a atividades ilegais e responsável por organizar transferências financeiras e documentos para justificar esses repasses.
“A prisão preventiva é essencial para garantir o andamento das investigações que apontam envolvimento em crimes contra o sistema financeiro, corrupção, quebra de sigilo, fraude processual e obstrução da justiça”, explicou o ministro.
Quanto ao pedido de prisão domiciliar humanitária, alegando falta de suporte familiar, Fachin afirmou que não existem motivos suficientes para aceitar o pedido.
“A prisão preventiva continua sendo adequada e necessária para aplicação da lei, manutenção da ordem pública e para assegurar o progresso das investigações, por isso deve ser mantida”, afirmou.
