O porta-voz militar em árabe, Avichay Adraee, anunciou nesta quarta-feira (1º/10) que a última estrada ainda aberta para os residentes do sul de Gaza se deslocarem para o norte será bloqueada, no contexto da ofensiva israelense no território palestino.
Na rede social X, Adraee disse que a “Rua Al-Rashid fechará ao tráfego do setor sul às 12h”, porém o acesso para o sul continuará permitido.
Ele explicou que o movimento em direção ao sul será autorizado para pessoas que não conseguiram sair da Cidade de Gaza. Nesta etapa, o exército permite circulação livre para o sul, sem inspeções.
O governo palestino rejeitou a ordem de bloqueio da via, acusando Israel de perpetrar um novo crime dentro de sua política de cerco e genocídio.
Em comunicado, a Palestina afirmou: “Condenamos veementemente a decisão da ocupação israelense de fechar a Rua Al-Rashid/Beira-mar, uma das principais rotas que os civis utilizam para se deslocar entre as regiões da Faixa de Gaza”.
Segundo o comunicado, a medida representa a continuidade da política de restrição, cerco e genocídio imposta pela ocupação contra o povo palestino.
Também destacou que o suposto livre trânsito para o sul não passa de um argumento ilusório que oculta a verdade das práticas sistemáticas e criminosas que objetivam forçar o deslocamento da população.
Negociações para Plano de Paz
Essa ação ocorre paralelamente às negociações em torno do Plano de Paz para Gaza, apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
O plano consiste em 20 pontos que abordam a resolução do conflito em Gaza, a desmilitarização da região e a formação de um governo provisório supervisionado, além da liberação de reféns em até 72 horas.
O grupo palestino Hamas ainda não se manifestou sobre a aceitação dos termos, mas as conversas prosseguem, com o Catar e a Turquia atuando como principais mediadores.
