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quinta-feira, 12/03/2026




Ex-secretário de Paes é preso após mensagem citar seu nome

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Ítalo Nogueira
Folhapress

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou a prisão do vereador Salvino Oliveira (PSD) com base em uma única mensagem onde ele é mencionado pelo primeiro nome.

O relatório da Polícia Civil que pediu a prisão temporária não apresenta outras provas que liguem o vereador à suspeita, apenas menciona seu nome em uma mensagem entre membros do Comando Vermelho.

A investigação destaca que Salvino usa como slogan de campanha “vereança das favelas do Rio” e tem ligação com a região da Cidade de Deus, utilizada como base para a facção criminosa na Gardênia Azul.

A Polícia Civil afirma que a Operação Red Legacy foi realizada de forma técnica e sem motivações políticas, inclusive prendendo policiais militares suspeitos.

A prisão gerou conflito político entre o prefeito Eduardo Paes (PSD) e o governador Cláudio Castro (PL). Paes critica o uso político da polícia enquanto o governador acusa Salvino de ter conexão com o Comando Vermelho dentro da prefeitura.

Salvino Oliveira foi secretário municipal de Juventude na gestão atual e é apontado como parte de uma nova geração política que atua nas favelas. A prisão temporária, com duração de um mês, visa aprofundar investigações, e o vereador teve seu celular apreendido.

A mensagem que motivou a prisão foi enviada por Elder Landim, conhecido como Dom, administrador do Comando Vermelho em Gardênia Azul, a outro líder da facção, mencionando que Salvino teria autorização para trabalhar e receber apoio.

Segundo a polícia, a conversa indica o possível uso do mandato para benefícios da facção em troca de apoio eleitoral.

Salvino é relator de comissão na Câmara que trata de políticas públicas para favelas, o que amplia sua visibilidade em áreas de influência do crime organizado, aumentando as suspeitas de instrumentalização do cargo.

O relatório menciona ainda críticas públicas do vereador a autoridades investigadas por vazamento de informações a criminosos, o que contrasta com sua suposta relação com a facção.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Combate a Organizações Criminosas e conta com aval do Ministério Público e da Justiça, que consideram indícios de que Salvino pode ser beneficiário de um esquema político-criminoso.

Ao ser preso, Salvino negou qualquer envolvimento, afirmando que é vítima de disputa política e negando ligação com membros do tráfico.

A Câmara do Rio acompanha o caso e reafirma confiança nas instituições e no devido processo legal.

A Polícia Civil reforça que a prisão teve aprovação independente e foi embasada em provas técnicas, agindo conforme a lei para investigar e capturar suspeitos sem influência política.




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