Suk Yeol, ex-presidente da Coreia do Sul, foi condenado à prisão perpétua por insurreição. A sentença foi dada após ele decretar a lei marcial em 2024, tentativa que gerou uma das crises mais graves na história democrática do país.
Um tribunal do Distrito Central de Seul qualificou a ação de Suk Yeol como uma tentativa de subverter a Constituição ao tentar paralisar o funcionamento do Parlamento por meio do envio de tropas militares. A aplicação da lei marcial, que durou cerca de seis horas, teve o objetivo de interromper as atividades da Assembleia Nacional, fato que desencadeou sua destituição e gerou protestos em massa no país.
Embora os promotores tenham solicitado a pena de morte, o tribunal rejeitou esse pedido, mantendo a pena de prisão perpétua. O país não executa uma sentença de morte desde 1997.
Suk Yeol está preso desde janeiro de 2025 e nega as acusações, mas deve recorrer da decisão. Atualmente, a Coreia do Sul é governada por Lee Jae Myung, que assumiu após eleições antecipadas convocadas devido à crise.

