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sexta-feira, 16/01/2026

Ex-presidente da Coreia do Sul é condenado a 5 anos por decretar lei marcial

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O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol, de 65 anos, foi condenado a cinco anos de prisão por abuso de poder e obstrução da Justiça ao decretar a lei marcial em 3 de dezembro de 2024, em um episódio que gerou a maior crise política no país desde o fim da ditadura militar.

A sentença foi proferida pelo Tribunal Distrital Central de Seul, que apontou que Yoon utilizou agentes do serviço de segurança presidencial para impedir sua detenção e excluiu ministros de reuniões essenciais para planejar medidas de exceção.

O juiz Baek Dae-hyun destacou a atitude desrespeitosa do réu diante da Constituição, enfatizando seu dever de protegê-la. A promotoria, que pedia dez anos de prisão, considerou que a conduta de Yoon configurou desvio de finalidade e atentado à ordem constitucional.

Yoon Suk Yeol ainda pode recorrer da decisão em até sete dias. Ele é alvo de outros sete processos, incluindo um em que a promotoria pede pena de morte, acusando-o de liderar um levante e insurreição contra a ordem constitucional.

Durante seu governo, que durou de 2022 a 2025, Yoon decretou a lei marcial no contexto de um impasse com o Parlamento. A medida levou à mobilização de tropas em torno do Legislativo e acusações infundadas de infiltração comunista. A lei marcial durou poucas horas e foi suspensa pela oposição, que posteriormente conseguiu sua destituição pelo Tribunal Constitucional e a realização de eleições antecipadas.

A crise política provocou protestos em massa e confrontos com a polícia, além de um cerco prolongado à residência oficial onde Yoon se refugiou. Ele foi preso em janeiro de 2025, tornando-se o primeiro presidente sul-coreano em exercício a ser detido.

Atualmente, a Coreia do Sul é governada por Lee Jae Myung, político de centro-esquerda e rival de longa data de Yoon.

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