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terça-feira, 14/04/2026

Ex-modelo brasileira ameaça revelar segredos sobre Melania e Donald Trump

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Dias depois de a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, negar qualquer ligação com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, uma ex-modelo brasileira começou a fazer acusações públicas contra ela e o presidente Donald Trump, a quem chamou de “pedófilo”.

As declarações foram feitas no sábado (11/4), em uma conta no X, atribuída a Amanda Ungaro, de 41 anos. Ela afirmou que pretende “expor tudo” o que sabe sobre o casal, que diz conhecer há décadas.

“Eu vou derrubar seu sistema corrupto, mesmo que seja a última coisa que eu faça na minha vida. Vou até o fim — eu não tenho medo. Talvez você devesse ter medo do que eu sei… de quem você é e de quem seu marido é (…) Não tenho mais nada a perder. Tenha cuidado comigo”, diz uma das postagens.

Segundo o jornal El País, Amanda Ungaro e Paolo Zampolli participaram de eventos ao lado do casal Trump, como festas de Natal, Ano Novo em Mar-a-Lago e cerimônias na Casa Branca. Ao longo dos anos, registros dessa convivência foram compartilhados nas redes sociais.

Disputa pela guarda e problemas com imigração

Após o fim do relacionamento com Paolo Zampolli em 2023, os dois começaram a disputar na Justiça a guarda do filho adolescente. Em junho do ano passado, já casada com um médico brasileiro, a vida da ex-modelo mudou completamente.

Ela e o companheiro foram detidos sob suspeita de irregularidades relacionadas a uma clínica de cirurgia plástica. Amanda nega as acusações e afirma que não teve chance de se defender adequadamente, pois o processo foi interrompido com sua retirada do país.

De acordo com o The New York Times, ao saber da detenção da ex-mulher, Zampolli teria procurado um alto funcionário do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) e solicitado sua prisão e deportação para obter a guarda do filho. O empresário nega a acusação.

“Agora é guerra. Vamos ver quem ganha. Fiquei calada por anos, e por isso as pessoas perguntam por que estou falando agora. Porque ele não me deixava em paz. Saí do relacionamento sem nada, coloquei meu filho em um internato e comecei a trabalhar”, afirmou Amanda em entrevista em sua casa no Rio de Janeiro. “Não bastou ele me destruir durante 20 anos de relacionamento: tentou fazer isso de novo quando reconstruí minha vida.”

A brasileira ficou detida por mais de três meses em centros de imigração nos Estados Unidos. Ela relata ter enfrentado condições precárias, como superlotação e convivência com pessoas em situação difícil.

Depois, foi transferida para outra unidade, fora da Flórida, como parte do processo de deportação. Ao final, foi enviada ao Brasil sem seus pertences pessoais. Já no país, passou por um período de isolamento e sofrimento emocional.

Além das dificuldades com a imigração, Amanda acusa o ex-companheiro de ter mantido um relacionamento abusivo durante os anos de convivência.

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