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terça-feira, 10/03/2026




Ex-escrivão da Polícia Federal tem ligação suspeita com empresa de contabilidade

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Marilson Roseno da Silva, ex-escrivão da Polícia Federal aposentado, foi preso preventivamente na quarta-feira (4). Ele trabalhava em Belo Horizonte e é apontado pela própria PF como um dos principais envolvidos nas operações do grupo conhecido como “A Turma”, liderado por Daniel Vorcaro, dono do Master. Este grupo é alvo da segunda fase da Operação Compliance. Marilson usava sua experiência e contatos da carreira policial para ajudar a obter dados confidenciais e fazer vigilância dos alvos do grupo.

Marilson atuou na Polícia Federal entre 2008 e 2022, embora suas redes sociais indiquem que ele começou na corporação em 1996. Ele possui registro aberto para a empresa Roseno & Ribeiro Gestão Empresarial, com um capital social de R$ 15 mil, sediada no bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte.

As atividades registradas para essa empresa incluem produção de filmes para publicidade, corretagem na compra, venda e avaliação de imóveis, além de treinamentos em desenvolvimento profissional e gerencial. Porém, o e-mail oficial cadastrado na Receita Federal está vinculado a outra empresa chamada Acrópole Contabilidade, localizada no bairro Floresta, também em Belo Horizonte.

O Jornal de Brasília tentou contato com o número cadastrado da empresa Roseno & Ribeiro. Do outro lado da linha, um homem chamado Helder declarou ser o contador de Marilson. Helder também administra a empresa Acrópole Consultoria e Assessoria Contábil LTDA., que tem o mesmo capital social de R$ 15 mil, porém Marilson não consta como sócio. Nas redes sociais, Helder Alves de Lima aparece identificado como contador e associado à Acrópole.

É importante destacar que a empresa Acrópole Contabilidade não está sob investigação pela Polícia Federal. Mesmo assim, existe uma relação direta com Marilson, preso sob suspeita de envolvimento no esquema do grupo de Daniel Vorcaro. Helder encerrou o contato ao saber do teor da ligação e não respondeu às mensagens enviadas posteriormente. A defesa de Marilson não foi localizada para comentar até o momento.




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