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terça-feira, 27/01/2026

EUA vão reiniciar testes nucleares após 30 anos, diz Trump

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira (14/11), durante voo no Air Force One, que o país realizará em breve testes nucleares. Essa prática estava suspensa desde 1992.

De acordo com o presidente, os EUA precisam realizar testes nucleares para se equiparar a outras nações que já o fazem. “Não quero detalhar, mas faremos testes nucleares como outros países”, declarou Trump.

Trump destacou que os EUA detêm o maior arsenal nuclear do mundo, seguidos pela Rússia, que ocupa a segunda colocação, e pela China, que está em terceiro lugar e poderá alcançar os Estados Unidos em quatro ou cinco anos.

Apesar da retórica, o líder americano expressou interesse em avançar na desnuclearização global, sugerindo um possível acordo entre as três maiores potências nucleares: Estados Unidos, Rússia e China. “Seria algo ótimo”, afirmou.

As declarações ocorrem num momento de crescente tensão diplomática. No início da semana, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, negou as acusações de Trump sobre a retomada dos testes nucleares por Moscou e Pequim. Segundo ele, essas afirmações são falsas.

Lavrov ressaltou que Rússia e Estados Unidos mantêm um sistema internacional conjunto de monitoramento de explosões subterrâneas, promovendo transparência. Explicou que o presidente Vladimir Putin não ordenou a retomada dos testes nucleares, apenas pediu uma avaliação técnica da infraestrutura e capacidade existentes, sem infringir os tratados internacionais. Testes com ogivas não nucleares continuam autorizados.

As respostas em Moscou se tornaram mais fortes depois que Trump anunciou a retomada dos testes nucleares pelos EUA, o que contraria o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBT), do qual os Estados Unidos são signatários, embora ainda não tenham ratificado o acordo.

O Conselho de Segurança Nacional da Rússia alertou que essa decisão pode comprometer a estabilidade estratégica global, enquanto a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) destacou que novos testes nucleares podem afetar negativamente a segurança internacional.

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