O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou que a partir das 11h desta segunda-feira, dia 13 de abril, será implementado um bloqueio total ao tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. A medida foi ordenada pelo presidente Donald Trump.
Esta decisão ocorre após o fracasso das negociações sobre a questão nuclear em Islamabad, no Paquistão. Segundo o Centcom, o bloqueio será aplicado de forma imparcial a navios de todas as nações que tentarem entrar ou sair de portos e áreas costeiras iranianas, incluindo os portos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.
Reação e ameaças
Donald Trump já havia mencionado a possibilidade do bloqueio em uma publicação na rede social Truth Social, com um tom firme: “Qualquer iraniano que atirar em nós, ou em embarcações pacíficas, será explodido para o inferno!”
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) ameaçou retaliar qualquer embarcação militar que se aproxime do Estreito de Ormuz, alegando que qualquer tentativa será tratada com rigor e firmeza.
A IRGC afirmou que o estreito está sob “controle e gestão inteligentes” e pode ser utilizado por embarcações civis em uma passagem segura, desde que sigam as normas vigentes.
Importância do Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz é uma rota marítima crucial para o comércio mundial, pois por ele passa de 20% a 25% do petróleo consumido globalmente. É a principal saída do petróleo produzido no Golfo Pérsico, região que inclui países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Irã.
Diariamente, milhões de barris de petróleo e volumes significativos de gás natural liquefeito transitam pelo Estreito, conectando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e aos principais mercados consumidores.
As tensões na região afetam principalmente os mercados asiáticos, como a China, que é o maior importador do petróleo iraniano.

