As forças dos Estados Unidos completaram a operação de envio de mais de 5,7 mil membros do grupo terrorista ISIS, detidos em prisões na Síria, para a custódia do Iraque. A informação foi confirmada pelo Comando Central dos EUA (Centcom).
Segundo relatos militares, todos os prisioneiros transferidos são homens. A missão teve duração de 23 dias.
A medida foi tomada após um período de conflito na Síria, especialmente entre o Exército Sírio, liderado pelo governo interino de Ahmed al-Sharaa, e as Forças Democráticas Sírias (SDF), uma coalizão de grupos curdos que lutou contra o ISIS durante a guerra civil síria.
Após a derrota do Estado Islâmico na Síria em 2019, os prisioneiros do ISIS ficaram sob responsabilidade das SDF, que controlavam as prisões no norte e leste do país. A partir do início deste ano, confrontos entre as SDF e o Exército Sírio recomeçaram, mesmo com um pacto de paz que visava integrar as SDF às instituições governamentais.
Durante esses combates, surgiram acusações mútuas sobre a libertação de jihadistas do ISIS em zonas de conflito. Diante dessa instabilidade, os EUA decidiram agir e realizar a transferência dos terroristas para o Iraque, buscando evitar o ressurgimento dos ataques do grupo.
Esta operação reflete esforços internacionais para conter ameaças terroristas e manter a estabilidade na região.
