O governo dos Estados Unidos ordenou a saída de funcionários diplomáticos e seus familiares da Arábia Saudita devido aos recentes ataques promovidos pelo grupo Houthis do Iêmen contra o território saudita.
O anúncio foi feito pelo porta-voz da Casa Branca, Tommy Pigott, que esclareceu que a medida é direcionada apenas para funcionários não emergenciais e seus familiares na Arábia Saudita, ressaltando a possibilidade de rápido agravamento da situação no país.
Os Houthis são um movimento político-religioso criado na década de 1990, composto majoritariamente por seguidores do zaidismo, uma vertente do islamismo xiita. Eles controlam parte do Iêmen desde 2014, quando iniciaram uma ofensiva que resultou em uma guerra civil que já dura 14 anos.
Em 2015, a Arábia Saudita formou uma coalizão militar para apoiar o governo reconhecido internacionalmente no Iêmen, dando início a confrontos com os Houthis. Apesar de um cessar-fogo mediado pela ONU em 2022, as hostilidades foram retomadas em 2026, com os Houthis expandindo seu domínio, principalmente na costa do Mar Vermelho.
O grupo recebe apoio do Irã e já ampliou seus ataques, lançando mísseis e drones contra o território israelense e posições sauditas, além de realizar ataques contra navios ligados a Israel no Mar Vermelho. Em resposta, os Estados Unidos e o Reino Unido atacaram posições dos Houthis no Iêmen entre 2024 e 2025.
Recentemente, com o aumento dos ataques diários dos Houthis contra a Arábia Saudita, o país firmou uma aliança militar com Paquistão e Turquia para defesa mútua. Forças militares desses países começaram a se deslocar para o território saudita para reforçar a segurança.
Diante desse cenário, o alerta de segurança da embaixada dos Estados Unidos em Riade recomendou que funcionários e seus familiares deixem o país por precaução.

