O governo dos Estados Unidos utilizou a captura de Nicolás Maduro e as recentes ameaças feitas por Donald Trump como uma demonstração de força e liderança global.
O Departamento de Estado divulgou através da rede social X que “apenas uma semana após o início de 2026, o mundo já percebeu que a garra, a resiliência e a força americanas estão de volta”. Esta declaração veio após ações militares e discursos firmes da Casa Branca, caracterizando a política externa dos EUA sob o comando de Trump.
A declaração foi acompanhada por uma imagem que destacou manchetes de jornais internacionais sobre a prisão de Maduro pelas forças norte-americanas, enfatizando a frase “America is back” (“A América está de volta”).
Na madrugada de 3 de janeiro, tropas especiais dos Estados Unidos realizaram uma operação na Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em Caracas. Ambos foram conduzidos para Nova York, onde enfrentam acusações relacionadas a narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas, apresentadas pelo governo norte-americano.
Em entrevistas e nas redes sociais, Donald Trump fez ameaças diretas a líderes e países contrários ou que não colaboram com os interesses dos Estados Unidos na região, incluindo a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.
O governo norte-americano também anunciou que assumirá o controle parcial da economia venezuelana, especialmente do setor petrolífero, e que irá administrar a nação latino-americana até que ocorra uma transição segura do poder.
