O governo dos Estados Unidos está planejando reduzir o número de agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) no estado de Minnesota. Essa decisão surge em meio a pressões sociais e políticas, especialmente após incidentes de mortes em operações federais na região.
Durante uma coletiva de imprensa em Minneapolis, o “czar da fronteira”, Tom Homan, responsável pelas operações na região, confirmou que estão elaborando um plano para diminuir a presença de agentes nas ruas e concentrar os esforços nas prisões e cadeias locais. Segundo ele, essa mudança visa tornar as ações mais seguras e eficazes.
“Mais agentes na prisão significa menos agentes nas ruas. Essa é uma cooperação de bom senso, que nos permite reduzir o número de pessoas que temos aqui”, afirmou Homan. Ele reafirmou a intenção de diminuir a força policial nas ruas para melhorar o controle e a segurança das operações.
Quem é o czar da fronteira
- Tom Homan, 63 anos, é veterano na área de imigração e foi o primeiro nome a ocupar formalmente o cargo de “czar da fronteira”, criado durante o segundo mandato do ex-presidente Donald Trump.
- Ex-diretor interino do ICE, Homan foi uma figura chave na política de “tolerância zero” que resultou na separação de milhares de crianças migrantes de suas famílias.
- Ele substituiu o agente da Patrulha da Fronteira Gregory Bovino e declarou que permanecerá em Minnesota até que o problema da imigração esteja resolvido.
Homan também reconheceu falhas no processo atual das operações migratórias e mencionou que estão trabalhando para realizar melhorias. Encontros entre gestores do ICE, da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), e autoridades locais têm alinhado as expectativas da Casa Branca quanto à fiscalização.
As ações futuras terão um foco mais claro e definido nos alvos específicos das operações. Homan explicou que saberão exatamente quem procuram ao sair às ruas, o que deve aprimorar os resultados.
O governo federal está avaliando novas diretrizes para os agentes, incluindo evitar confrontos com pessoas agitadas e focar prisões em imigrantes com condenações ou acusações criminais para reduzir conflitos e críticas sobre as táticas atualmente aplicadas.
