Donald Trump Jr., filho mais velho do presidente dos Estados Unidos, afirmou neste domingo (7/12) que seu pai pode abandonar a busca por um acordo de paz na Ucrânia, pois, segundo ele, o tema está cansando o público americano.
“O povo americano não está interessado em guerras intermináveis nem em financiar indefinidamente a defesa da Ucrânia”, declarou Trump Jr. durante o Fórum de Doha, no Catar. Ele ressaltou que o tráfico de drogas representa uma ameaça muito mais imediata e clara para os EUA do que os eventos na Ucrânia ou na Rússia.
Ao ser questionado sobre se acreditava que o presidente Trump desistiria da questão ucraniana, ele respondeu: “Acho que sim. O que é peculiar no meu pai é que ele é sempre imprevisível.”
Estas declarações chegam em um momento em que a Casa Branca trabalha para negociar um cessar-fogo com a Rússia, após os Estados Unidos terem apresentado inicialmente um plano de paz que beneficiaria os interesses do líder russo Vladimir Putin. Washington tem pressionado Kiev a ceder parte de seu território para Moscou.
Trump Jr. afirmou ainda que a Ucrânia é um país significativamente mais corrupto do que a Rússia e sugeriu que isso, juntamente com as ambições políticas do presidente Volodimir Zelenski, estaria mantendo o conflito ativo.
O presidente ucraniano enfrenta atualmente forte pressão interna, especialmente após um de seus auxiliares próximos, o ex-chefe de gabinete Andriy Yermak, envolvido em negociações de paz, ter sido acusado em um escândalo de corrupção.
Segundo Trump Jr., Zelenski estende a guerra porque acredita que não venceria as próximas eleições caso o conflito terminasse. Ele o descreveu como “um dos maiores marqueteiros da história” e uma “figura quase divina, especialmente na esquerda”.
O empresário também comentou que as sanções da União Europeia contra o petróleo russo não têm surtido efeito, apenas têm contribuído para o aumento do preço do produto.
Elogios a Elon Musk
Donald Trump Jr. participou do evento em Doha para apresentar os planos da administração americana para investimentos em tecnologia de defesa e inteligência artificial. Apesar de não ocupar cargo oficial, ele é uma figura central no movimento político MAGA (Make America Great Again).
Durante o evento, fez elogios ao bilionário Elon Musk, ex-conselheiro da Casa Branca e CEO da Tesla, chamando-o de “gênio” que merece proteção e “um símbolo revolucionário de liberdade de expressão, ciência e tecnologia”.
