Os Estados Unidos interromperam a emissão de vistos para a delegação da Belarus que participaria da reunião inicial do Conselho da Paz, realizada em Washington no dia 19 de fevereiro de 2026.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Belarus, Minsk cumpriu todas as exigências e formalidades antecipadamente, comunicando oficialmente que o país estaria representado pelo ministro das Relações Exteriores, Maxim Ryzhenkov, conforme decisão do presidente Alexander Lukashenko.
Apesar de todas as notificações e documentos terem sido enviados nos prazos corretos, os vistos para a delegação não foram autorizados pelos Estados Unidos, impedindo a entrada dos representantes de Belarus no evento.
A chancelaria questionou: “O convite do Presidente dos Estados Unidos foi endereçado ao Chefe de Estado de Belarus. Se nem mesmo as formalidades básicas são respeitadas, de que paz estamos falando?”
Belarus aderiu à iniciativa liderada por Donald Trump em meio a críticas internacionais devido à repressão à oposição interna e à aliança estratégica com Moscou na guerra contra a Ucrânia. Desde as eleições controvertidas de 2020 e pelo apoio logístico à Rússia, o país enfrenta sanções ocidentais, gerando dúvidas sobre sua participação em um conselho focado na mediação de conflitos e estabilidade global.
Reunião inaugural do Conselho da Paz
A reunião marcou o lançamento do Conselho da Paz, que reúne representantes de pelo menos 20 países, com objetivo de reconstrução da Faixa de Gaza e mediação de conflitos internacionais.
Donald Trump apresentou as metas do conselho, incluindo investimentos bilionários em projetos em Gaza e o envio de tropas e policiais de países parceiros para apoiar ações de estabilização.

