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quarta-feira, 28/01/2026

EUA negam corte de voos por motivos políticos durante shutdown

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As companhias aéreas dos Estados Unidos cancelaram mais de 800 voos nesta sexta-feira (7/11), marcando o maior número desde o início do shutdown que afeta o governo americano, em cumprimento a uma ordem da administração de Donald Trump para reduzir o tráfego aéreo. A iniciativa foi tomada diante do aumento das preocupações sobre a insuficiência de pessoal nos serviços de controle de tráfego, impactados pelo impasse orçamentário que já perdura há dois meses.

O governo de Trump determinou na quarta-feira (5/11) que as companhias aéreas reduzissem seus voos em até 10% em 40 aeroportos, incluindo os principais hubs do país, como Atlanta, Nova York, Chicago e Dallas.

A medida foi implementada às vésperas do Dia de Ação de Graças, uma das épocas mais movimentadas para o setor de aviação.

“Não se trata de política, mas de avaliar dados e reduzir riscos no sistema, já que os controladores de voo continuam trabalhando sem receber salário”, declarou o secretário de Transportes, Sean P. Duffy, em comunicado.

De acordo com a ordem emergencial, os cortes começaram gradativamente: 4% na sexta-feira, 6% até terça-feira (11), 8% até quinta (13) e 10% até 14 de novembro.

Cancelamento de voos em alta

Conforme o site FlightAware, mais de 800 voos foram cancelados nesta sexta, e outros 500 estão previstos para sábado, um aumento expressivo em relação aos 200 cancelamentos do dia anterior.

A American Airlines afirmou que conseguiu realocar a maioria dos 12 mil passageiros prejudicados, diminuindo a frequência de partidas em rotas curtas para reduzir os transtornos. Ao todo, a companhia cancelou 220 voos. No aeroporto O’Hare, em Chicago, foram suspensas 40 partidas, além de cortes em Atlanta, Dallas e Denver.

O administrador da Administração Federal de Aviação (FAA), Bryan Bedford, ressaltou que a medida busca diminuir a pressão sobre o sistema. “Estamos preparados para tomar ações adicionais que garantam a segurança das viagens”, afirmou.

As companhias aéreas receberam instruções para reembolsar integralmente os passageiros cujos voos foram cancelados, embora não sejam obrigadas a arcar com custos extras, como hospedagem.

Além dos cortes, a FAA estabeleceu restrições para lançamentos e reentradas espaciais comerciais, que devem ocorrer entre 22h e 6h (horário local). Atos fora desse horário podem acarretar multas de até US$ 75 mil.

As empresas do setor apoiam a decisão por razões de segurança, mas pressionam o Congresso para encerrar o shutdown. “A prioridade da FAA é reduzir a pressão sobre o sistema de aviação sem comprometer a segurança”, destacou o CEO da United Airlines, Scott Kirby.

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