O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou na quinta-feira (22/10) novas restrições de visto para mais de 40 bolivianos, incluindo 14 autoridades do governo boliviano. A iniciativa visa punir pessoas suspeitas de envolvimento com corrupção e tráfico de drogas.
Segundo o Departamento, a ação tem como objetivo atingir estrangeiros que, por meio de corrupção ou narcotráfico, prejudicam governos eleitos democraticamente na região, independentemente de sua filiação política.
Entre os nomes envolvidos estão Rafael Dario Lopez Mercado, deputado nacional, e Rolando Santos Pacheco Chavez, também deputado nacional, ambos da Assembleia Legislativa Plurinacional. Também foram listados Juan Lanchipa Ponce, ex-procurador-geral, Felix Gerardo Balderas Artega, ex-procurador departamental de Beni, e Julio Cesar Porras Velarde, promotor coordenador em Santa Cruz.
A lista inclui ainda autoridades como Diego Alejandro Barboza Zebellos, ex-diretor da Unidade de Investigações Financeiras, Aldo Ismael Quezada Cerruti, presidente do Tribunal Departamental de Justiça de Santa Cruz, e Fernando Ronald Velasco Soliz, ex-chefe de segurança aeroportuária da Força Especial de Combate ao Narcotráfico (FELCN).
Além disso, foram citados Freddy Bismarck Pereira Molina, comandante da Polícia de Tarija, Oscar Mauricio Ortiz Cuellar, diretor do Serviço Geral de Identificação Pessoal em Santa Cruz, e Katherine Calderon Valle, ex-diretora geral de Migração. Ainda fazem parte da lista José Ayaviri Siles, ex-juiz do Tribunal Criminal, Armando Rojas Toledo, ex-procurador coordenador de La Paz, e Julio Nelson Alba Flores, juiz do Tribunal Departamental de Justiça de Santa Cruz.
Uma restrição também foi aplicada a Rony Suárez Milliet, apontado como civil comum, mas mencionado em investigações ligadas a tráfico internacional, envolvendo o preso uruguaio Sebastián Marset.
As medidas podem incluir a negação ou suspensão de vistos para entrada nos Estados Unidos e também atingem familiares dos indicados. O governo norte-americano destacou seu apoio às ações da Bolívia para combater a influência de grupos criminosos em instituições públicas, como tribunais, polícia e legislativo.
Essa ação segue a onda recente de sanções dos EUA contra oficiais bolivianos, ocorrida há cerca de um mês, quando o então procurador-geral Roger Mariaca foi incluído na lista e posteriormente preso por suposta ligação com narcotráfico.

