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domingo, 25/01/2026

EUA invadem a Venezuela e geram dúvidas sobre seu futuro

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A invasão inédita dos Estados Unidos na Venezuela, resultando na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, no sábado (3/1), causou uma crise política no país. Washington declarou que irá governar a Venezuela durante um período de transição sem prazo definido, enquanto grupos internos disputam o poder, deixando o futuro do país incerto.

O que está acontecendo

No sábado (3/1), os EUA atacaram várias regiões da Venezuela. O presidente americano, Donald Trump, anunciou a captura de Nicolás Maduro. A Embaixada dos EUA em Bogotá alertou contra viagens à Venezuela e o tráfego nas fronteiras com Colômbia, Brasil e Guiana após explosões em Caracas.

Desde o início da operação militar americana, sob a justificativa de combater o tráfico internacional de drogas, as tensões permanecem elevadas. Maduro, acusado de liderar o Cartel de los Soles, grupo designado como terrorista pelos EUA, se tornou o principal alvo.

De acordo com a Constituição venezuelana, o vice-presidente Delcy Rodríguez deve assumir temporariamente, com convocação de novas eleições em até 30 dias. Ela tomou posse em uma cerimônia discreta no sábado, enquanto Donald Trump afirmou que os EUA controlarão o país até garantirem uma transição segura.

Possíveis cenários políticos

Segundo o doutor em estudos estratégicos Ricardo Salvador De Toma, o país pode seguir dois caminhos, ambos com influência dos EUA. No primeiro, Delcy Rodríguez governa subordinada a Washington, desde que rompa com Maduro. No segundo, o reconhecimento das eleições levaria Edmundo González Urrutia ao poder, mesmo com a exclusão política de Maria Corina Machado.

A oposição apoia a posse imediata de Edmundo González Urrutia, e Maria Corina Machado declarou ser o momento da liberdade, pedindo o reconhecimento do comando das forças armadas por González. Independentemente do líder, a influência americana sobre Caracas será forte.

Atuação das forças armadas, oposição e comunidade internacional

Gustavo Menon, coordenador de Relações Internacionais da Universidade Católica de Brasília, destaca que forças armadas, liderança da oposição, populaçao e organismos internacionais vão decidir os próximos passos. Tradicionalmente apoiadoras do chavismo, as forças armadas podem se manter unidas contra a invasão, apesar de possíveis dissidências após a rápida operação dos EUA.

Além da questão política, Maduro enfrenta acusações criminais vinculadas ao Cartel de los Soles. A movimentação dos EUA é estrategicamente relacionada ao petróleo, pois a Venezuela possui as maiores reservas mundiais, e há intenção de renegociar contratos e revisar exportações para a China.

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