O perfil da Secretaria de Trabalho dos Estados Unidos no X (antigo Twitter) publicou, nesta quarta-feira (7/1), uma imagem da chamada bandeira de Betsy Ross, versão antiga do símbolo nacional norte-americano, anterior à Guerra Civil Americana. A publicação ocorre em um momento de críticas de líderes europeus e da União Europeia (UE) à política externa do governo do presidente Donald Trump.
A bandeira de Betsy Ross é uma das primeiras representações oficiais dos EUA, ligada à Revolução Americana. Nos últimos anos, esse símbolo tem sido reapropriado por grupos conservadores e nacionalistas nos Estados Unidos.
A imagem apresenta 13 estrelas brancas dispostas em círculo sobre um fundo azul, simbolizando as 13 colônias que deram origem aos EUA no século XVIII.
A publicação foi acompanhada da frase: “O patriotismo vai prevalecer. América em primeiro lugar. Sempre”.
Publicação acontece após operação militar dos EUA
Este post do governo americano foi feito dias depois de manifestações de vários países europeus e da UE contra a operação militar dos EUA na Venezuela, no último sábado (3/1), que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
A operação das forças especiais norte-americanas começou por volta das 3h (horário de Brasília), com relatos de explosões e aeronaves sobrevoando Caracas, capital venezuelana, além dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, após meses de tensão e acusações de narcoterrorismo contra Maduro.
Críticas da Europa à ação militar
Embora a UE questione a legitimidade do governo venezuelano, seus líderes têm feito apelos por moderação e pelo respeito ao direito internacional.
No fim de semana, a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, informou ter mantido contato com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Ela reiterou que a posição do bloco é que Maduro não possui legitimidade, defendendo uma transição pacífica no país e destacando que os princípios da Carta da ONU devem ser respeitados.
A prioridade imediata da UE é garantir a segurança dos cidadãos europeus na Venezuela, com diversos países ativando protocolos de emergência para monitorar suas comunidades locais.
Após a ofensiva, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou a ação afirmando que ela minou princípios fundamentais do direito internacional.
UE não reconhece governo venezuelano atual
A UE anunciou, nesta terça-feira (6/1), que não reconhece o governo interino de Delcy Rodríguez na Venezuela, que assumiu após a captura de Maduro. Segundo a porta-voz da Comissão Europeia, Anitta Hipper, a decisão baseia-se no posicionamento anterior do bloco que não reconheceu a vitória de Maduro nas eleições de 2024, apesar de manter diálogo com a administração interina.
