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terça-feira, 24/02/2026

EUA eliminam tarifas específicas ao Brasil e aplicam taxa global de 10%

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O governo dos Estados Unidos decidiu cancelar, na sexta-feira, 20 de fevereiro, as tarifas especiais de 40% que atingiam produtos do Brasil, além das tarifas recíprocas de 10% que afetavam vários países e mercadorias.

No mesmo dia, foi publicada uma nova ordem que fixa uma tarifa geral de 10% para todos os países, exceto para certos produtos que foram excluídos dessa regra. No sábado, 21 de fevereiro, os EUA anunciaram planos para aumentar essa tarifa para 15%, embora ainda não tenha havido publicação oficial desse ajuste.

Antes dessas mudanças, cerca de 22% das exportações brasileiras para os EUA sofriam tarifas extras de 40% a 50%. Agora, cerca de 25% das exportações brasileiras para os EUA, que representam US$ 9,3 bilhões, passam a pagar uma tarifa de 10% (ou possivelmente 15%), em igualdade com os produtos de outros países. Além disso, cerca de 46% das exportações, equivalentes a US$ 17,5 bilhões, ficaram isentas de tarifas adicionais graças às exceções previstas, desconsiderando algumas sobreposições tarifárias.

Ao mesmo tempo, 29% das exportações do Brasil para os EUA, no valor de US$ 10,9 bilhões, continuam sujeitas às tarifas da Seção 232, que são aplicadas de forma igualitária entre todos os países por tipo de produto.

Esse novo sistema tarifário aumenta a competitividade de indústrias brasileiras no mercado norte-americano, incluindo setores como máquinas, calçados, móveis, roupas, madeira, produtos químicos e rochas decorativas, que antes enfrentavam tarifas de até 50% e agora competem com tarifas de 10% ou 15%.

Uma mudança importante foi a exclusão das aeronaves das novas tarifas, que agora têm alíquota zero, enquanto antes era de 10%. As aeronaves foram o terceiro maior produto exportado pelo Brasil aos EUA em 2024 e 2025, com alto valor e tecnologia.

No setor agrícola, produtos como peixes, mel, tabaco e café solúvel tiveram a tarifa reduzida de 50% para 10% (ou 15%), ganhando condições de competição iguais às de outros fornecedores internacionais.

Em 2025, o comércio total entre Brasil e Estados Unidos atingiu US$ 82,8 bilhões, um crescimento de 2,2% em relação a 2024. As exportações brasileiras somaram US$ 37,7 bilhões e as importações US$ 45,1 bilhões, resultando em déficit comercial de US$ 7,5 bilhões para o Brasil.

Os números são baseados na consolidação dos códigos tarifários ao nível detalhado, podendo haver variações. A aplicação das tarifas nos EUA considera ainda critérios adicionais, como o uso final dos produtos.

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