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Mundo

EUA e Irã vão negociar novamente no Paquistão com Vance

vice-presidente JD Vance, à direita, discursa durante uma coletiva de imprensa após reunião com representantes do Paquistão e do Irã, enquanto Jared Kushner, à esquerda, e Steve Witkoff, enviado especial para missões de paz, ouvem atentamente em 12 de abril de 2026 em Islamabad, Paquistão

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, participará de uma nova rodada de negociações com o Irã, que será realizada no Paquistão. A confirmação foi feita pela Casa Branca neste domingo (19/4).

Apesar de declarações anteriores do presidente Donald Trump negando sua participação, Vance estará presente em Islamabad junto com o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner.

Detalhes das negociações

Esta nova rodada acontece pouco mais de uma semana após a primeira reunião entre representantes dos Estados Unidos e do Irã no Paquistão, que terminou sem acordo para terminar o conflito entre os países.

JD Vance vem ganhando destaque nas negociações e teve papel importante na criação de um cessar-fogo temporário entre Washington e Teerã. Ele também tem participado de esforços diplomáticos paralelos no Oriente Médio.

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Witkoff, aliado próximo de Trump, e Kushner, que liderou iniciativas diplomáticas na região no primeiro mandato do presidente republicano, completam a equipe americana.

A delegação iraniana será liderada por Mohammad Bagher Ghalibaf, acompanhado pelo chanceler Abbas Araghchi e o negociador Ali Bagheri Kani. Estes são considerados figuras centrais nas negociações anteriores com potências ocidentais.

Contexto e desafios

As negociações estão ocorrendo em meio a uma tensão crescente. Donald Trump acusou o Irã de violar o cessar-fogo ao atacar embarcações no Estreito de Ormuz, ameaça ampliar a ofensiva militar caso não haja avanços concretos.

O presidente afirmou: “Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável. Se não aceitarem, os Estados Unidos vão destruir todas as usinas de energia e todas as pontes do Irã”.

O conflito recente inclui ataques a navios, fechamento temporário do Estreito de Ormuz — rota pelo qual passa cerca de 20% do petróleo mundial — e um bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos no Golfo de Omã e no Mar Arábico. Teerã considera essa ação uma violação da trégua, enquanto Washington acusa o país de usar a rota para pressionar economicamente.

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