O Departamento de Justiça dos Estados Unidos liberou recentemente milhares de documentos associados à investigação contra o financista Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual. Esta nova divulgação ocorreu após meses de pressão por maior transparência sobre o caso.
Segundo o vice-procurador-geral Todd Blanche, esta leva inclui mais de 3 milhões de páginas, além de cerca de 2.000 vídeos e 180 mil imagens, totalizando aproximadamente 3,5 milhões de páginas desde o início da divulgação dos documentos pelo governo federal.
Blanche explicou que o volume significativo de material busca encerrar uma disputa entre o Departamento de Justiça, juízes federais e parlamentares, a respeito da extensão e forma de exposição dos documentos.
Parte do conteúdo disponibilizado contém material explícito, incluindo pornografia comercial e imagens apreendidas dos dispositivos pessoais de Epstein. Muitas dessas imagens foram censuradas para proteger a identidade das vítimas, cuja privacidade está garantida, exceto no caso de Ghislaine Maxwell, ex-companheira de Epstein, que já foi condenada judicialmente.
O vice-procurador ressaltou que a simples menção de nomes nos arquivos não significa envolvimento direto em atividades ilegais. Ele também reconheceu a angústia das vítimas e expressou a esperança de que a divulgação destes documentos possa contribuir para trazer algum encerramento às pessoas afetadas por estes crimes.
