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domingo, 31/08/2025

EUA discute mudança pacífica na Venezuela com líder da oposição

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O governo dos Estados Unidos encontrou-se com a líder opositora da Venezuela, María Corina Machado, e garantiu apoio a uma “mudança pacífica rumo à democracia” no país governado por Nicolás Maduro. O diálogo ocorreu na segunda-feira, 21 de julho, de acordo com comunicado da embaixada estadunidense em Caracas.

Em julho de 2024, a gestão de Nicolás Maduro voltou a sofrer críticas de diversos países e organismos globais depois das eleições presidenciais locais. Mesmo com promessas de um pleito justo e transparente, os resultados são questionados tanto pelos grupos de oposição quanto por instituições internacionais e governos estrangeiros.

Embora Maduro tenha iniciado um novo mandato em janeiro deste ano, ele não apresentou evidências da vitória nas urnas sobre Edmundo González. Este último concorreu após a líder da oposição, María Corina Machado, ter sido impedida de participar do processo.

Em resposta à pressão, as autoridades venezuelanas iniciaram ações judiciais contra membros da oposição. Como consequência, Edmundo González solicitou refúgio político na Espanha. A própria María Corina Machado chegou a ser detida durante protestos no início do ano e está desaparecida desde então, acredita-se que esteja escondida dentro do território venezuelano.

“Hoje tive mais um encontro significativo com a Dama de Ferro, María Corina Machado, para avançar nas negociações sobre a mudança pacífica para a democracia na Venezuela“, disse um pronunciamento da embaixada dos EUA, assinado com as iniciais JTM.

Machado, cujo paradeiro é desconhecido desde janeiro quando foi detida durante manifestações contra Maduro, confirmou a reunião. Em uma publicação na rede social X, a líder da oposição agradeceu o suporte dos Estados Unidos e destacou progressos na “transição para a democracia na Venezuela”.

No comunicado, a política de 57 anos disse ter conversado com o encarregado de negócios da embaixada americana na Colômbia, John McNamara. Além de Bogotá, o diplomata também trata dos interesses dos EUA na Venezuela, onde não há funcionários desde meados de 2019.

Não está claro até agora se o encontro entre as lideranças ocorreu presencialmente na Colômbia ou foi realizado por outros meios, como telefone ou videoconferência.

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