Além do presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, diversos líderes monetários de países como Inglaterra, Suíça e Coreia do Sul manifestaram apoio ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.
Em uma declaração conjunta, esses líderes reforçaram a importância da independência dos bancos centrais para garantir estabilidade econômica e financeira. A declaração veio após o governo dos Estados Unidos iniciar uma investigação criminal contra Powell, relacionada aos custos de uma reforma de US$ 2,5 bilhões na sede do Federal Reserve em Washington.
Entre os signatários da declaração estão:
- Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu;
- Andrew Bailey, presidente do Banco da Inglaterra;
- Erik Thedéen, presidente do Sveriges Riksbank;
- Christian Kettel Thomsen, presidente do Conselho de Governadores do Danmarks Nationalbank;
- Martin Schlegel, presidente do Conselho de Administração do Banco Nacional da Suíça;
- Ida Wolden Bache, presidente do Norges Bank;
- Michele Bullock, presidente do Banco Central da Austrália;
- Tiff Macklem, presidente do Banco do Canadá;
- Chang Yong Rhee, presidente do Banco da Coreia;
- François Villeroy de Galhau, presidente do Conselho de Administração do Banco de Compensações Internacionais;
- Pablo Hernández de Cos, diretor-geral do Banco de Compensações Internacionais.
O comunicado destaca que Jerome Powell tem agido com integridade e compromisso com o interesse público, sendo respeitado por seus pares ao redor do mundo. A investigação judicial é vista como uma retaliação política, uma vez que o Federal Reserve toma decisões de política monetária baseadas no interesse público, independentemente das pressões políticas.
Essa solidariedade global reafirma a importância da autonomia dos bancos centrais para a manutenção da estabilidade econômica, protegendo-os de intervenções indevidas que possam comprometer sua função.
