O Departamento de Defesa dos Estados Unidos comunicou na noite de quarta-feira (4/3) a morte de mais dois militares após um ataque realizado pelo Irã ao porta-aviões USS Abraham Lincoln, ocorrido no Golfo Pérsico no domingo (1º/3). Com essa atualização, o total de militares norte-americanos mortos na retaliação iraniana chega a seis.
Os soldados agora identificados são major Jeffrey R. O’Brien, de 45 anos, natural de Indianola, Iowa, e o subtenente Robert M. Marzan, de 54 anos, natural de Sacramento, Califórnia. Ambos estavam presentes no local durante o bombardeio.
As primeiras baixas americanas foram reportadas logo após a ação iraniana no domingo. Em resposta, o presidente Donald Trump reconheceu a possibilidade de mais perdas entre os EUA e afirmou que vingaria a morte dos militares.
“Infelizmente, é possível que haja mais [baixas]. Mas os EUA vingarão suas mortes e desferirão o golpe mais devastador contra os terroristas que estão travando uma guerra, essencialmente, contra a civilização”, declarou o líder norte-americano.
Contexto do conflito
A ofensiva do Irã foi uma retaliação às ações dos Estados Unidos e Israel que resultaram na morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
No sábado anterior (28/2), Estados Unidos e Israel iniciaram uma operação contra o Irã que culminou na morte do líder.
Em resposta, o Irã atacou bases militares americanas em vários países do Oriente Médio e lançou ofensivas contra Israel. O conflito já afeta a economia global, especialmente o mercado de petróleo, pois a Guarda Revolucionária do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, uma passagem crucial para o transporte do petróleo mundial, ameaçando atacar qualquer navio que tente atravessá-lo.
Esse confronto envolve diretamente ao menos 11 países e não há sinal de trégua até o momento.

