Nossa rede

Saúde

EUA compra mais 100 milhões de doses de vacina contra covid-19

Publicado

dia

Acordo dos Estados Unidos com as farmacêuticas Sanofi e GlaxoSmithKline (GSK) custou US$ 2,1 bilhões

Sanofi e GSK informaram ainda que pretendem ampliar gradativamente a capacidade de produção do antígeno e oferecer até um bilhão de doses por ano globalmente, caso os estudos se mostrem eficazes.

“A necessidade global de uma vacina para ajudar a prevenir a covid-19 é enorme, e nenhuma vacina ou empresa será capaz de atender sozinha a demanda global”, diz Thomas Triomphe, vice-presidente executivo da Sanofi, no comunicado.

Recentemente, os EUA fecharam um acordo com as farmacêuticas Pfizer e BioNTech para entrega de outras 100 milhões de doses de uma futura vacina contra o novo coronavírus.

Clique para comentar

Comentar

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

Saúde

Crianças de jardim de infância brincam em cubos isolados contra Covid-19

Publicado

dia

Escola adotou protocolo rígido para evitar contágio de Covid-19 entre crianças de várias idades escolares

A Tailândia está impondo restrições rigorosas à medida que os casos de coronavírus seguem contínuos em todo o mundo. Um bom exemplo ocorre no jardim de infância Wat Khlong Toey School, em Bangkok, onde os protocolos de segurança incluem uso contínuo de máscaras faciais e áreas de recreação totalmente adaptadas e protegidas contra a Covid-19.

Os alunos da escola primária foram fotografados, nesta segunda-feira (10/8) enquanto brincavam em caixas especialmente projetadas para combater o coronavírus. Veja:

Crianças em escola na Tailândia

A unidade de ensino reabriu as portas no início de julho para os cerca de 250 alunos, assim que houve o relaxamento das medidas de bloqueio decretadas durante a pandemia.

Assim que fecharam as portas, em março, devido ao decreto de emergência e ao bloqueio da Tailândia, a administração e os professores iniciaram um projeto de medidas para garantir uma reabertura segura.

Juntos e isolados

A escola instalou telas de proteção de distanciamento social dentro das salas de aula e nos refeitórios para garantir que haja espaço suficiente entre estudantes e funcionários.

As atividades lúdicas e que envolvem o uso de brinquedos são feitas em cubos também com telas transparente e tudo é desinfetado imediatamente após o uso. Além disso, marcadores especiais no chão ajudam as crianças a entenderem a distância certa entre um e outro.

Pias e saboneteiras foram colocadas do lado de fora de cada sala de aula, onde desinfetantes para as mãos são repostos o tempo todo.

Para entrar na escola, todos os alunos e funcionários passam por scanners de temperatura na entrada. A escola completou um mês aberta e não teve, até o momento, nenhum caso da doença.

Embora o governo tailandês tenha permitido que as escolas relaxem ainda mais as medidas de segurança, a Wat Khlong Toey optou por continuar com o distanciamento social estrito para garantir a segurança de seus alunos e professores.

Casos de coronavírus na Tailândia

O balanço mais recente aponta até agora 3.351 casos confirmados da doença e 58 mortes. Desde o início da pandemia 3.160 pacientes se recuperaram da doença.

Ver mais

Saúde

Estudo desenvolve exame para diagnosticar esquizofrenia e bipolaridade

Publicado

dia

Hoje diagnóstico é feito com base na análise clínica do psiquiatra

Para marcar o Dia Mundial do Doador de Sangue, Ministério da Saúde lança campanha de doação de sangue, no Hemocentro de Brasília

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveu um exame de sangue capaz de diagnosticar a esquizofrenia e o transtorno bipolar, duas doenças psiquiátricas com sintomas semelhantes. O exame diferencia os dois transtornos por meio da análise de alterações bioquímicas e moleculares envolvidas em cada uma das doenças. O estudo foi apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O diagnóstico dessas duas patologias atualmente é feito com base na análise clínica, o que é considerado um processo subjetivo porque depende da avaliação do psiquiatra e da capacidade do paciente em relatar os sintomas. Por esses motivos, um diagnóstico desses distúrbios pode levar anos.

“É complicado diferenciar duas enfermidades que compartilham sintomas tão parecidos por meio de exames clínicos. Com o exame laboratorial é possível identificar padrões no soro sanguíneo e, assim, diferenciar casos de esquizofrenia e bipolaridade de modo preciso, o que melhora o prognóstico dos pacientes”, disse a professora no Departamento de Farmacologia da Escola Paulista de Medicina (EPM-Unifesp) e coordenadora do estudo, Mirian Hayashi.

Segundo os pesquisadores, o exame analisa o conjunto de substâncias químicas resultantes de reações do metabolismo (metabólitos) e não apenas um biomarcador específico como proteínas, genes ou moléculas. Também foram analisados usuários de crack, já que a substância disfarça o primeiro episódio psicótico de pacientes esquizofrênicos.

“Se o indivíduo não relata que é usuário de crack, ele pode ser confundido com um paciente com esquizofrenia em primeiro episódio psicótico. No nosso estudo, no entanto, talvez por ser um efeito molecular passageiro, não conseguimos diferenciar usuários da droga de indivíduos saudáveis não usuários”, afirmou Mirian.

A pesquisadora explicou que o objetivo do estudo foi encontrar padrões diferentes nos metabólitos e associá-los a um dos transtornos. As amostras de soro sanguíneo foram colocadas sob efeito de um campo magnético e com a análise da ressonância magnética foi possível detectar as variações de prótons na amostra.

“Como toda molécula tem prótons, é possível traçar um perfil de ressonância, com diferentes composições dentro de um fluido. Ao analisar essas variações de prótons entre diferentes indivíduos, é possível identificar padrões nas amostras de pacientes esquizofrênicos que diferem dos padrões em bipolares ou pessoas saudáveis”.

A pesquisadora destacou que a hipótese mais aceita pela ciência para casos de esquizofrenia e bipolaridade está associada ao desequilíbrio de dopamina, um neurotransmissor do cérebro. Os principais medicamentos antipsicóticos disponíveis hoje no mercado são moduladores de dopamina. Ela lembra que o uso de drogas ilícitas, como o crack, aumenta a liberação de dopamina o que provoca o desequilíbrio momentâneo no neurotransmissor.

“Por isso, usuários de crack em crise apresentam sintomas parecidos. Porém, pessoas com esquizofrenia ou bipolaridade têm também alterações genéticas além do desbalanço químico no cérebro. Por esse motivo estudamos também usuários de crack”, disse.

De acordo com o coautor do artigo, João Victor Silva Nani, além de diferenciar uma condição de outra, o estudo revela novas informações sobre as duas doenças permitindo estudos futuros e contribuindo para o desenvolvimento de tratamentos mais eficientes. “Afinal, se existe um padrão de alteração nos metabólitos, ele decorre de uma via específica para cada doença, que ainda não conhecemos”, ressaltou.

Agência Brasil

Ver mais

Saúde

Contra a Covid-19 e a violência

Publicado

dia

Durante o Agosto Lilás, secretarias da Mulher e de Governo distribuem máscaras para feirantes e orientam sobre ajuda em caso de agressão

Eliane Nunes, gerente de Saúde e Educação da SMDF, orienta Mara Cristina de Souza | Foto: Divulgação

Cada uma escolheu uma abordagem diferente para falar de um tema espinhoso: a violência doméstica e familiar contra a mulher. Laura preferiu entregar a máscara, falar da importância da proteção no combate ao coronavírus e, em seguida, pediu licença para ter mais uns minutos de atenção da mulher abordada. “Posso te falar um pouquinho sobre a violência de gênero?”, perguntava.

Já Dorinha preferiu ir direto ao ponto e disparava: “Você sabe que a mulher não está só, que ela pode melhorar o currículo, ter atendimento psicológico, ter acesso a serviços e telefones para denunciar as agressões sofridas por elas?”, dizia ela, que, em uma das conversas, conheceu a história de uma feirante que veio do Piauí, fugida do marido agressor. A moça garantiu que passaria todas as informações à irmã, que é protagonista da mesma tragédia.

Laura Albuquerque é chefe da Unidade Móvel, e Maria Dasdoria  de Freitas é gerente de Diversidade, da Secretaria da Mulher. Ambas participam da ação realizada pela SMDF e pela Secretaria de Governo para distribuir 14.500 máscaras de tecido, até o dia 30 de agosto. Durante esse período, serão realizadas visitas a 20 feiras do Distrito Federal e do Entorno.

Mas não só isso. Em virtude das comemorações dos 14 anos da Lei Maria da Penha e do Agosto Lilás – mês de conscientização, em todo o país, sobre a importância da prevenção e do enfrentamento da violência de gênero – durante a ação, a equipe de servidoras da Subsecretaria de Promoção da Mulheres, da SMDF, também estará à disposição para orientar e acolher as mulheres que precisarem de informações sobre como buscar ajuda em caso de sofrerem violência doméstica.

Elas serão apresentadas aos Centros Especializados de Atendimento à Mulher (Ceam), aos Núcleos de Atendimento à Família e Autores de Violência Doméstica (Nafavd) e a projetos como o Mulher, Você Não está Só, um canal de comunicação da secretaria com as vítimas de violência. Também serão incentivadas a pedirem socorro em casos de agressão física, psicológica, sexual, moral e até patrimonial, além aprenderem a denunciar os abusos por telefone ou de forma on-line.

“Estamos muito felizes com essa parceria com a Secretaria de Governo porque compreendemos que, durante o Agosto Lilás, essa é uma excelente oportunidade de estarmos junto à comunidade para, não só conscientizarmos sobre o uso das máscaras, mas podermos identificar as mulheres que estejam vivendo uma situação de violência e dar a elas as informações e orientações necessárias”, acredita a secretária da mulher, Ericka Filippelli.

 O desafio é protegê-las

Outra missão do projeto é alertar as feirantes sobre a importância do uso da máscara no combate ao coronavírus. A proposta é que elas sejam replicadoras das orientações recebidas a respeito da necessidade de uso dos equipamentos de proteção contra a doença, em casa, no ambiente de trabalho, para sua família e entre os colegas de trabalho. Além disso, a equipe irá reforçar a necessidade de elas se manterem protegidas durante o expediente nas feiras, locais onde se concentram um grande número de pessoas.

 “Fiquei muito feliz de ver a unidade móvel da Secretaria da Mulher levando esses serviços, não só para as feirantes, mas para os clientes e usuários das feiras. Toda iniciativa que visa levar melhorias e benefícios ao cidadão é bem-vinda”, afirma Alexandre Yanez, Subsecretário de Mobiliários Urbanos e Apoio às Cidades.

Gerente de Saúde e Educação da Secretaria da Mulher, Eliana Nunes abordava quem passava em frente à unidade móvel da SMDF, estacionada na Torre de TV. Entre outras informações, ela aproveitava o bate-papo para apresentar os cursos oferecidos pelo programa Oportunidade Mulher e reforçava: a autonomia financeira é um caminho para o empoderamento feminino.

A professora aposentada Mara Cristina de Souza, 53 anos, ficou interessada quando soube da oferta de capacitação gratuita. Durante a pandemia, ela começou a dar aulas de geografia e de história, como voluntária, para os alunos do Enem. Em isolamento, também aproveitou para fazer cursos on-line de espanhol e de culinária.

Quando soube do Oportunidade Mulher, quis saber como poderia aprender ou ensinar por meio do programa. Anotou as indicações e se despediu satisfeita. “O que sei fazer realmente é ensinar. Estamos sempre aprendendo também. Vivemos em um momento em que todos estão tão machucados que o mínimo que podemos fazer é ajudar também.”

SERVIÇO:

As visitas da unidade móvel serão de quarta a domingo, de 9h às 16h, até o dia 30 de agosto.

 CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

12/08 – FEIRA DOS IMPORTADOS DE TAGUATINGA

13/08 – FEIRA PERMANENTE DE BRAZLÂNDIA

14/08 – FESTA DA GOIABA DE BRAZLÂNDIA

15/08 – FESTA DA GOIABA DE BRAZLÂNDIA

16/08 – FESTA DA GOIABA DE BRAZLÂNDIA

19/08 – FEIRA PERMANENTE DA CIDADE ESTRUTURAL

20/08 – FEIRA PERMANENTE 210 DE SAMAMBAIA NORTE

21/08 – FEIRA PERMANENTE DO GAMA

22/08 – FEIRA PERMANENTE DE SÃO SEBASTIÃO

23/08 – FEIRA PERMANENTE DO NÚCLEO BANDEIRANTE

26/08 – FEIRA PERMANENTE DO RECANTO DAS EMAS

27/08 – FEIRA PERMANENTE DA M NORTE

28/08 – FEIRA MODELO 510 DE SAMAMBAIA SUL

29/08 – FEIRA DO GALPÃO CENTRAL DO GAMA DF

30/08 – FEIRA PERMANENTE DO RIACHO FUNDO II

 * Com informações das secretarias da Mulher e de Governo

Ver mais

Saúde

Na corrida por vacina, 9 mil brasileiros querem ser infectados. Por quê?

Publicado

dia

Organização americana quer infectar pessoas com o coronavírus para acelerar os testes de uma possível vacina para a covid-19

32 mil voluntários de 140 países que se dizem dispostos a participar do teste (Paul Biris/Getty Images)

A controversa ideia de infectar propositalmente pessoas com o coronavírus para acelerar os testes de uma possível vacina vem ganhando força na comunidade científica internacional e entre voluntários brasileiros. No mês passado, a organização americana 1DaySooner, criada em abril para advogar pela realização desse tipo de estudo, recebeu o apoio de mais de 150 cientistas, incluindo 15 ganhadores do Prêmio Nobel.

A entidade já registrou também a inscrição de 32 mil voluntários de 140 países que se dizem dispostos a participar do teste. Ao jornal O Estado de S. Paulo, um representante da organização revelou que mais de 9 mil são brasileiros – segundo maior contingente, após americanos, com 15 mil.

Especialistas críticos ao estudo destacam a implicação ética de expor voluntários a uma doença sem um tratamento comprovadamente eficaz. Mas os defensores do modelo dizem que ele poderia salvar milhares de vidas ao antecipar a descoberta de uma vacina eficiente.

No estudo de desafio humano, como esse tipo de teste é conhecido voluntários recebem a vacina em teste ou o placebo para, posteriormente, serem infectados com o vírus, o que permitiria aos cientistas observar mais rapidamente se o imunizante tem eficácia.

Nos estudos tradicionais, a prova da eficácia depende do contato natural dos voluntários com o patógeno. Para isso, é necessário incluir um grande número de participantes e monitorá-los por meses ou anos para comparar os índices de infecção entre os que tomaram a vacina e o grupo controlado.

O apoio de renomados acadêmicos à iniciativa veio por carta aberta endereçada ao diretor dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

O documento foi elaborado pela organização 1DaySooner em conjunto com especialistas como o pediatra Stanley Plotkin, um dos maiores estudiosos em vacina do mundo. A carta também foi assinada por Adrian Hill, diretor do Instituto Jenner, divisão da Universidade de Oxford responsável pelo desenvolvimento da vacina contra a covid-19 que está sendo testada no Brasil.

Em nota ao jornal O Estado de S. Paulo, Oxford afirmou “não estar planejando” realizar estudos de desafio humanos no momento por ter “extensos ensaios clínicos internacionais para avaliar a vacina em um cenário do mundo real”. Hill, porém, já declarou à imprensa internacional que considera realizar esse tipo de teste ainda este ano. A organização 1DaySooner diz estar colaborando com o Instituto Jenner na elaboração de protocolos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também não descarta a realização de estudos de desafio para a covid-19. Em junho, um grupo consultor da entidade concluiu relatório preliminar sobre a viabilidade, importância e limitações desse tipo de pesquisa. No documento, a OMS define regras que deveriam ser seguidas para minimizar os riscos, como o recrutamento de voluntários jovens e a administração de quantidade pequena de vírus.

O comitê de especialistas, porém, ficou dividido sobre quando tais testes poderiam ser feitos. Metade acha razoável realizá-los somente quando houver um medicamento eficaz contra a covid. O restante defende que os testes sejam iniciados imediatamente frente a emergência.

Regras

Os acadêmicos que assinaram a carta aberta defendem que tais pesquisas podem “acelerar o desenvolvimento de vacinas e salvar milhões de vidas, bem como ajudar a resgatar economias”. Destacam ainda que os protocolos devem minimizar ao máximo os riscos para os voluntários.

Nesse caso, dizem, idealmente seriam aceitos participantes na faixa dos 20 aos 29 anos e com boas condições de saúde. Eles seriam monitorados constantemente, ficariam isolados em instalações próprias da pesquisa para não espalhar o vírus e receberiam assistência médica precoce, caso desenvolvessem a doença.

“O risco de morte por covid para uma pessoa na faixa dos 20 anos é de 1 em 4 mil. É semelhante a riscos que a sociedade aceita, como o de doar um rim”, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo Abie Rohrig, diretor de comunicações da 1Day Sooner.

Professor e pesquisador de bioética da Universidade Federal de Uberlândia, Alcino Eduardo Bonella é o único brasileiro que assinou a carta aberta apoiando os estudos de desafio. “Se a gente aceita o risco de profissionais de saúde e entregadores trabalharem na pandemia, não tem sentido impedir o altruísmo de pessoas voluntárias totalmente esclarecidas”, defende.

Estudos de desafio já foram realizados para outras doenças, como cólera e malária, mas, naqueles casos, havia tratamento para as enfermidades. Para Jorge Venâncio, coordenador da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), órgão responsável por autorizar pesquisas com seres humanos no Brasil, dificilmente um estudo do tipo seria aprovado no País. “Acho fora de propósito, pois já há estudos de fase 3 sendo realizados, inclusive no Brasil e nos Estados Unidos, onde a incidência da doença é alta e, portanto, as pessoas estão expostas ao vírus naturalmente”, diz.

Ele destaca ainda que seguir voluntários por mais tempo, conforme previsto nas pesquisas tradicionais, é importante para observar se um produto em testes pode causar eventos adversos tardios.

Presidente do Conselho de Ética da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Gabriel Oselka também defende que a contribuição de um estudo como esse não justifica os riscos. “Se a vacina não funcionar e a pessoa se infectar, não há como garantir que ela irá se recuperar, pois ainda não há tratamento. Já temos pesquisas em andamento que provavelmente nos darão uma resposta sobre a eficácia ou não dessas vacinas. É mais razoável esperar esses resultados.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ver mais

Saúde

Como o coronavírus provoca a perda de olfato

Publicado

dia

Novo estudo traz achados importantes para quem desenvolveu a Covid-19 e apresentou prejuízos na capacidade de sentir cheiros

Perda de olfato é um dos sintomas da infecção pelo coronavírus. Foto: iStock/SAÚDE é Vital

 

À medida que os casos de Covid-19 disparavam no mundo todo, cientistas perceberam que um impacto importante da infecção pelo novo coronavírus é a perda de olfato. Até o momento, especulava-se que isso tinha a ver com uma ação do vírus no sistema nervoso. Mas um estudo conduzido pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, explorou melhor os mecanismos que causam esse sintoma.

Em resumo, os achados sugerem que a perda da capacidade de sentir cheiros está relacionada a alterações nas células de suporte olfativas, e não a repercussões nos neurônios.

Para entender melhor essa história, é preciso ter ideia de como funciona o olfato. Pois bem: no topo da nossa cavidade nasal há um tecido conhecido como epitélio olfativo. Ele abriga neurônios e as chamadas células sensoriais de suporte. Quando sentimos o cheiro de alguma coisa, é sinal de que essa estrutura detectou um odor. Nesse momento, impulsos nervosos são enviados para o cérebro, que processa a informação de que estamos percebendo aquele cheiro.

“Os pesquisadores buscaram identificar quais elementos dessa região olfativa são, de fato, infectados pelo coronavírus”, explica a neurologista Gisele Sampaio, da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), que não participou da investigação.

O estudo
Os cientistas começaram mapeando informações genéticas das cavidades nasais superiores de camundongos, primatas não humanos e pessoas. Eles focaram na análise em dois genes específicos: ACE2 e TMPRSS2. É essa dupla que codifica as enzimas receptoras que o Sars-CoV-2 usa para entrar nas células humanas.

Em outras palavras: é como se, para conseguir invadir al

alguma parte do nosso corpo, o coronavírus tivesse uma chave que só se encaixa em fechaduras específicas. Os estudiosos procuraram, então, quais componentes das cavidades nasais tinham o formato dessas fechaduras.

O resultado mostrou que o ACE2 e o TMPRSS2 (as tais fechaduras) só são expressas por células de suporte olfativo – e não por neurônios.

Por que a pesquisa é importante
De acordo com o neurobiólogo Sandeep Robert Datta, professor de Harvard e líder do estudo, o desfecho do trabalho indica que, na maioria dos casos, provavelmente a Covid-19 não leve à perda de olfato permanente.

“Acho que é uma boa notícia, porque uma vez que a infecção desaparece, os neurônios parecem não precisar ser substituídos ou reconstruídos do zero”, declarou Datta em texto divulgado pela instituição. “Mas precisamos de mais dados e uma melhor compreensão dos mecanismos para confirmar essa conclusão”, acrescentou.

Para Gisele, o achado também é relevante para se pensar em futuros tratamentos para o sintoma ou até mesmo em alguma medicação que evite a penetração do vírus especificamente nessa região.

A neurologista conta que a ausência de olfato em infectados pelo novo coronavírus tem durado, em geral, de quatro a seis semanas. “Mas já vi pacientes que levaram três meses para se recuperar, o que é um déficit significativo. Ficar sem sentir odores é muito incapacitante”, relata.

A médica ainda lembra que a pesquisa pode ajudar a compreender melhor outras manifestações neurológicas da Covid-19. “A partir disso, é possível investigar como bloquear a entrada do vírus no cérebro, o que leva a problemas graves, como encefalite e meningite”finaliza.

Ver mais

Saúde

Maioria dos enfermeiros recuperados da covid-19 ainda sentem fadiga

Publicado

dia

Estudo irlandês ainda aponta que 91% continuam a apresentar ainda outros sintomas do SARS-CoV-2

Enfermeiros: pesquisa irlandesa apontou que 2/3 dos recuperados pela covid-19 ainda não se viram totalmente livres dos sintomas (Diego Vara/Agência Brasil)

Dois terços dos enfermeiros que contraíram o novo coronavírus em algum momento desde o início da pandemia continuam sentindo alguns dos sintomas mesmo após terem se recuperado, como é o caso da fadiga.

Um estudo feito pelo Irish Nurses and Midwives Organisation (INMO), da Irlanda, aponta que dos 545 profissionais de saúde que participaram da pesquisa, 65% continuam a se sentir fatigados, um dos principais sintomas da covid-19.

Outros 91% afirmaram que continuam a apresentar ainda outros sintomas do SARS-CoV-2, como problemas com a saúde mental, dores de cabeça e problemas respiratórios.

Os enfermeiros também citaram que continuam a sentir outros sintomas da doença, como ansiedade, tontura, febre recorrente e palpitação, mesmo meses após a recuperação do vírus.

Isso pode indicar que as pessoas, mesmo fora da área da saúde, podem continuar sendo afetadas pelo vírus mesmo meses após o contágio. Existem relatos, inclusive, de indivíduos sem doenças prévias que até o momento não se viram 100% livres dos sintomas da covid-19.

O INMO também aponta que para 81% de 7 mil enfermeiros, tendo contraído ou não a covid-19, trabalhar na área de saúde durante a pandemia impactou diretamente a saúde mental deles.

Ver mais

Hoje é

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Publicidade

Disponível nosso App

Publicidade

Escolha o assunto

Publicidade

Viu isso?