Darren Beattie, alto funcionário em Diplomacia Pública do Departamento de Estado dos Estados Unidos, publicou na conta oficial da pasta, nesta segunda-feira (14/7), uma ameaça ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, afirmando que o presidente dos EUA, Donald Trump, enviou uma carta que impõe consequências ao Brasil. O Departamento de Estado é liderado por Marco Rubio.
A carta mencionada foi divulgada na semana passada pelo presidente norte-americano e era direcionada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao governo brasileiro. Diferente da divulgação anterior, que não citava nominalmente Moraes, Beattie fez essa menção diretamente.
De acordo com a postagem: “O presidente Trump enviou uma carta impondo consequências esperadas à Suprema Corte de Moraes e ao governo Lula por suas ações contra Jair Bolsonaro, a liberdade de expressão e o comércio americano. Essas ações são vergonhosas e destoam das tradições democráticas do Brasil. As declarações do presidente Trump são claras. Estaremos atentos.”
Contexto das tarifas impostas por Trump
Trump tem aplicado tarifas comerciais rigorosas desde o início de seu mandato, com foco especial nos países do Brics e no Brasil.
Ele chegou a ameaçar uma taxa de 100% para os membros do bloco que não cedessem aos interesses comerciais americanos.
Após apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Trump anunciou a intenção de aumentar as tarifas sobre os produtos brasileiros exportados.
Na última quarta-feira (9/7), o líder americano afirmou que o Brasil não está agindo de forma favorável aos Estados Unidos.
A tarifa de 50% será aplicada a partir de 1º de agosto e será cobrada além das tarifas específicas já existentes sobre aço e alumínio brasileiros.
Em abril, o Brasil já havia sido afetado por uma tarifa inicial de 10% imposta por Trump.
Na quarta-feira passada (9/7), Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre os produtos do Brasil como retaliação às medidas judiciais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, seu aliado. Trump criticou veementemente a maneira como a Justiça brasileira tem tratado o ex-presidente, classificando as ações como vergonhosas, mencionando ainda as restrições feitas às redes sociais no país.